
Capa de "Decades"
Se o Halloween tivesse um álbum oficial em 2026, Decades, do Motionless In White, seria um forte candidato ao posto. Lançado em julho pela Roadrunner Records, o sétimo disco de estúdio da banda combina guitarras agressivas, elementos industriais, melodias góticas e sonoridades eletrônicas que formam um som pesado permeado por letras sobre histórias de horror.
Um disco para quem gosta de terror com guitarras distorcidas
O Motionless In White nunca escondeu suas referências sombrias. Desde o visual até a sonoridade, o grupo liderado por Chris Motionless trabalha com elementos que remetem ao horror, à cultura gótica e à estética industrial. Decades transforma essas influências em uma parte fundamental de sua identidade musical, em vez de tratá-las como simples decoração, e isso fica claro desde a capa.
Em algumas faixas, a banda aposta na brutalidade do metalcore; em outras, abre espaço para melodias que poderiam acompanhar uma cena de romance sobrenatural. É justamente essa variedade que faz de Decades uma boa escolha para o Halloween. O álbum serve tanto para acompanhar uma festa à fantasia quanto para embalar uma noite de filmes de terror. E, para quem prefere comemorar a data com fones de ouvido e volume alto, também oferece riffs e breakdowns suficientes para transformar qualquer ambiente em um pequeno show de metal.

Vampiros, pistas de dança e romances macabros
Se algumas bandas usam o Halloween como inspiração pontual, o Motionless In White parece confortável em fazer do imaginário sobrenatural parte permanente de seu universo. O que já era parte da identidade da banda desde músicas como “Werewolf”, do disco Scoring The End of The World, de 2022, e “Another Life”, do disco Disguise, de 2019 fica ainda mais forte em Decades, com algumas faixas de destaque:
“Love At First Bite”: O título brinca com a ideia de paixão à primeira mordida, enquanto os sintetizadores e as melodias evocam o clima dos filmes de terror oitentistas.
“Blood Rave”: que conta com a participação de Anthony Martinez, vocalista do Dark Divine, segue uma direção mais dançante. A música incorpora elementos eletrônicos a uma base pesada e aposta em uma atmosfera que combina com uma festa noturna habitada por criaturas sobrenaturais.
“R.I.P.”: com Skylar Grey, apresenta outra faceta do disco. A faixa tem uma abordagem mais melódica e explora sentimentos associados à separação e à perda, com uma atmosfera sombria que combina com o restante do álbum. A participação de Grey acrescenta contraste aos vocais de Chris Motionless e mostra que a banda também sabe construir momentos emocionais sem depender da agressividade. Ideal para um casal de vampiros!
“Playing God”: com Corey Taylor, do Slipknot, é um dos momentos mais intensos do álbum. A colaboração coloca duas vozes marcantes em uma composição que combina instrumentação pesada, elementos industriais e um refrão grandioso. A música também aborda a toxicidade das redes sociais e o comportamento de pessoas que tentam controlar ou julgar a vida alheia.
“Fight Like Hell”: construída em torno de riffs pesados, vocais intensos e um refrão de impacto. É o tipo de faixa que funciona como contraponto à atmosfera mais melódica de outras composições e reforça a dimensão física do álbum.
“Decades”: apresenta o grupo em tom desafiador. Em vez de transformar o aniversário de duas décadas da banda em uma celebração nostálgica, o Motionless in White usa a ocasião para reafirmar sua identidade e mostrar que ainda tem energia para seguir em frente.
E parte do trunfo de Decades está justamente no momento da carreira em que ele chega. Formado em Scranton, na Pensilvânia, o Motionless In White passou anos desenvolvendo uma sonoridade que aproxima metalcore, industrial, nu metal e rock gótico. Ao longo desse percurso, a banda também precisou encontrar um equilíbrio entre suas influências e aquilo que a torna reconhecível, e esse processo chega a um ponto especialmente bem resolvido no novo álbum.
A banda não abandona os breakdowns para investir em sintetizadores, nem precisa abrir mão dos refrões para soar agressiva. As diferentes abordagens convivem no mesmo disco, criando uma experiência que se mantém coesa mesmo quando muda de direção.
O melhor disco para o Halloween de 2026?
Escolher o melhor álbum do ano é sempre uma questão de gosto, mas Decades tem argumentos de sobra para conquistar esse título quando o assunto é Halloween.
O disco reúne referências ao terror sem depender de uma atmosfera assustadora do começo ao fim. Há romance, ironia, melancolia, crítica social e agressividade. Os sintetizadores criam cenários sombrios, enquanto as guitarras e os vocais mantêm a energia característica do metalcore. É uma combinação que funciona porque a banda entende que o horror também pode ser divertido, exagerado e até dançante.
Por isso, se a sua playlist de Halloween precisa ir além dos clássicos do terror e incluir um lançamento de 2026, vale dar uma chance ao disco.
Motionless in White vem ao Brasil em 2027
E se você curtir o disco para além do halloween, vale a pena ver um show da banda, que esteve no Brasil pela última vez em 2024, abrindo para o Bring Me The Horizon.
Agora, o Motionless in White vem ao Brasil em 2027 para um show solo no Espaço Unimed no dia 5 de março, parte da turnê The Come To Latin America Tour. O show é uma realização da HQ Music com a CultMix Live.

Serviço:
- Motionless In White – The Come To Latin America Tour
- Data: 5 de março de 2027 (sexta-feira)
- Local: Espaço Unimed, R. Tagipuru, 795 – Barra Funda.
- Classificação indicativa: +18
- Realização: CultMix Live.
Venda de ingressos: A pré-venda do artista acontece de 30 de outubro (sexta), às 10h, até 31 de outubro (sábado), às 23h59, através do código CM2LATAM. A venda geral começa em 6 de novembro (sexta), às 10h. Os ingressos custam de R$ 180 (meia-entrada) a R$ 820 (inteira), conforme o setor (Pista, Pista Premium, Mezanino e Camarote) e o lote, sem a taxa de serviço. Os ingressos estarão disponíveis em https://www.ticket360.com.br.



