
Se as boybanbds são sinônimo de sucesso na música pop, as girlbands não ficam nem um pouco atrás. Das mulheres da Motown aos girlgroups de k-pop, passando pelo movimento girl power dos anos 90 e o pop dos anos 2000, as girlbands estão marcadas na história da música.
Mas quais são as maiores girlbands da história? Reunimos alguns dos grupos femininos mais importantes, influentes e bem-sucedidos de todos os tempos ao longo das décadas.
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As 12 maiores girlbands da história
As pioneiras
The Supremes

The Supremes é, sem dúvidas, uma das girlbands mais influentes de todos os tempos. Formado originalmente por Florence Ballard, Mary Wilson, Diana Ross e Betty McGlown, o grupo passou por mudanças de formação antes de se consolidar como um trio e se tornar um dos maiores nomes da Motown. Entre 1964 e 1969, The Supremes emplacou nada menos que 12 músicas no topo da Billboard Hot 100, incluindo cinco números 1 consecutivos.
Hits como “Stop! In the Name of Love”, “Baby Love” e “You Keep Me Hangin’ On” ajudaram a transformar o trio em um fenômeno mundial. Além do enorme sucesso comercial, The Supremes teve um papel importante na quebra de barreiras raciais na música pop americana. O grupo também marcou o início da carreira de Diana Ross, que posteriormente se tornaria uma das maiores estrelas da música.
The Ronettes

Se The Supremes ajudaram a consolidar o poder das girlbands nas paradas, The Ronettes ajudaram a estabelecer a estética e a sonoridade que seriam associadas aos grupos femininos dos anos 1960. Formado por Ronnie Spector, sua irmã Estelle Bennett e a prima Nedra Talley, o trio surgiu em Nova York e o maior sucesso do grupo, “Be My Baby”, tornou-se um dos grandes clássicos da música pop.
Os anos 90: girl power!
Spice Girls

Na década de 1990, poucas girlbands alcançaram um impacto cultural comparável ao das Spice Girls. Formado por Melanie Brown, Melanie Chisholm, Emma Bunton, Geri Halliwell e Victoria Beckham, o grupo transformou o pop britânico em um fenômeno global e fez do chamado “girl power”, movimento iniciado no punk e no underground, uma de suas principais bandeiras.
O sucesso começou com “Wannabe”, que chegou ao topo das paradas em 37 países, e continuou com hits como “Say You’ll Be There”, “2 Become 1”, “Spice Up Your Life” e “Viva Forever”.
Além dos números e do impacto dos clipes e das músicas, as Spice Girls transformaram cada integrante em uma personalidade própria, criando um modelo de girlband baseado não apenas na música, mas também em moda, comportamento e identificação com o público: Mel B era a Scary Spice; Mel C, a Sporty Spice; Emma era a Baby Spice; Victoria, a Posh Spice; e Geri, a Ginger Spice.
O grupo também lançou um filme em 1997, Spice World, que misturava bastidores de seu trabalho com uma história ficcional.
Destiny’s Child

Antes de se tornarem uma das maiores girlbands dos anos 1990 e 2000, Beyoncé Knowles, Kelly Rowland, LaTavia Roberson e LeToya Luckett faziam parte de um grupo chamado Girl’s Tyme, formado no início da década de 1990. Após mudanças na formação e a assinatura com uma gravadora, o grupo passou a se chamar Destiny’s Child.
A consolidação veio com o segundo álbum, The Writing’s on the Wall, lançado em 1999. A partir dele, sucessos como “Bills, Bills, Bills” e “Say My Name” colocaram o grupo no topo das paradas. Já com a formação de trio composta por Beyoncé, Kelly Rowland e Michelle Williams, o Destiny’s Child alcançou outro patamar com músicas como “Survivor”, “Bootylicious” e “Independent Women Part I”.
Além de estabelecer uma identidade própria dentro do R&B e do pop, o grupo serviu como ponto de partida para as carreiras solo de três artistas que se tornariam referências da música contemporânea.
TLC

TLC foi uma das girlbands que mais ajudaram a transformar o R&B dos anos 1990. Formado por Tionne “T-Boz” Watkins, Lisa “Left Eye” Lopes e Rozonda “Chilli” Thomas, o trio combinava R&B, hip-hop e pop com letras que abordavam relacionamentos, sexualidade, autoestima e questões sociais.
O álbum CrazySexyCool, de 1994, é considerado um dos grandes discos da década e se tornou o único álbum de um grupo feminino a receber certificação de diamante nos Estados Unidos. Entre os maiores sucessos do TLC estão “Creep”, “Waterfalls”, “No Scrubs” e “Unpretty”.
O legado e o revival das girlbands nos anos 2000
The Pussycat Dolls
Antes de se tornarem uma das maiores girlbands pop dos anos 2000, as Pussycat Dolls nasceram como um projeto de dança e performance em Los Angeles. A formação musical que alcançou o sucesso mundial tinha Nicole Scherzinger como vocalista principal, ao lado de Ashley Roberts, Melody Thornton, Kimberly Wyatt, Jessica Sutta e Carmit Bachar.
O álbum de estreia, PCD, lançado em 2005, trouxe uma sequência de hits como “Don’t Cha”, “Stickwitu”, “Buttons” e “When I Grow Up”. O grupo combinava pop, R&B e dance music com performances altamente coreografadas, ajudando a definir a estética pop da segunda metade dos anos 2000. “Buttons”, por exemplo, chegou ao terceiro lugar da Billboard Hot 100 e se tornou um dos maiores sucessos da carreira do grupo.
Apesar da trajetória marcada por conflitos internos causados pela grande exposição de Nicole, as Pussycat Dolls deixaram uma influência evidente no pop performático que veio depois.
E anos depois, elas voltaram, como um trio, é verdade, mas ainda poderosas: a tour PCD Forever vem ao Brasil no dia 30 de outubro de 2026 para um show único em São Paulo, no Nubank Parque. E a abertura do show ficará por conta de Pabllo Vittar com seu DJ Set Club Vittar.

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Little Mix

Formado durante o reality show The X Factor UK, em 2011, o Little Mix rapidamente se transformou em uma das maiores girlbands britânicas do século XXI. Perrie Edwards, Jesy Nelson, Leigh-Anne Pinnock e Jade Thirlwall conquistaram o público com uma mistura de pop, R&B e dance music.
Hits como “Wings”, “Black Magic”, “Shout Out to My Ex”, “Woman Like Me” e “Sweet Melody” ajudaram o grupo a construir uma carreira internacional. Ao longo de sua trajetória, o Little Mix também se destacou por abordar temas como relacionamentos, autoestima, inseguranças e independência feminina. A formação passou a ser um trio após a saída de Jesy Nelson em 2020 e, desde 2022, entrou em hiato.
Fifth Harmony

Assim como o Little Mix, o Fifth Harmony nasceu em um reality show musical. O grupo foi formado durante a versão americana de The X Factor, em 2012, reunindo Ally Brooke, Normani, Dinah Jane, Lauren Jauregui e Camila Cabello.
Depois de alguns anos construindo uma base fiel de fãs, o grupo alcançou projeção internacional com músicas como “Worth It”, “Work from Home” e “All in My Head (Flex)”.
A saída de Camila Cabello, no final de 2016, marcou uma nova fase para o grupo, que continuou como quarteto até anunciar uma pausa por tempo indeterminado em 2018. Mesmo com uma trajetória relativamente curta, o Fifth Harmony deixou uma marca importante no pop da década de 2010 e ajudou a projetar as carreiras solo de todas as ex-integrantes.
Os girlgroups de k-pop
Red Velvet

Representando a força das girlbands sul-coreanas, o Red Velvet estreou em 2014 pela SM Entertainment com Irene, Seulgi, Wendy e Joy. Yeri entrou para o grupo no ano seguinte, consolidando a formação de cinco integrantes.
Considerado um dos grupos mais importantes da chamada terceira geração do K-pop, o Red Velvet também ajudou a ampliar a presença da música sul-coreana no mercado internacional. Em 2018, inclusive, o grupo participou de uma apresentação histórica em Pyongyang, na Coreia do Norte.
TWICE

O TWICE é outro nome indispensável quando o assunto são as maiores girlbands da história do k-pop. Formado pela JYP Entertainment em 2015, o grupo reúne Nayeon, Jeongyeon, Momo, Sana, Jihyo, Mina, Dahyun, Chaeyoung e Tzuyu.
O TWICE também foi fundamental para consolidar a presença internacional do K-pop feminino. Em 2021, “The Feels” marcou a estreia do grupo na Billboard Hot 100, enquanto Ready To Be, lançado em 2023, chegou ao segundo lugar da Billboard 200.
BLACKPINK

Atingir sucesso em seu próprio país já é difícil. Atravessar barreiras internacionais, culturais e linguísticas é ainda mais, e foi justamente isso que o BLACKPINK conseguiu fazer em escala global.
Formado por Jisoo, Jennie, Rosé e Lisa, o grupo estreou em 2016 e rapidamente se tornou um dos maiores nomes do K-pop. “DDU-DU DDU-DU”, “Kill This Love”, “How You Like That”, “Pink Venom” e “Shut Down” ajudaram a transformar o quarteto em um fenômeno mundial.
O impacto do BLACKPINK ultrapassou a música. As quatro integrantes também construíram carreiras individuais na moda, na publicidade e no entretenimento, enquanto o grupo se tornou presença constante nos maiores eventos da indústria musical.
O novo fenômeno das girlbands: KATSEYE
KATSEYE

Representando uma nova geração de girlbands, o KATSEYE aposta em uma proposta global que combina a estrutura de treinamento do k-pop com a diversidade do pop ocidental.
Formado em 2023 por meio do reality show The Debut: Dream Academy, uma parceria entre a HYBE e a Geffen Records, o grupo foi apresentado originalmente com seis integrantes: Daniela Avanzini, Lara Raj, Manon Bannerman, Megan Skiendiel, Sophia Laforteza e Yoonchae Jeung, vindas de diferentes origens culturais.
A estreia oficial aconteceu em 2024, com os singles “Debut” e “Touch” e o EP SIS (Soft Is Strong). O sucesso ganhou ainda mais força com “Gnarly” e “Gabriela”, do EP BEAUTIFUL CHAOS, lançado em 2025 e responsável por levar o grupo ao quarto lugar da Billboard 200.
Em pouco tempo, o KATSEYE conquistou espaço na indústria musical internacional, com coreografias marcantes, refrões contagiantes e uma identidade visual própria que as levou até a serem headliners do Lollapalooza Brasil 2026.



