
Hoje, 13 de julho, celebramos o dia mundial do rock e, como sempre, é uma boa data pra relembrar que o rock não morreu e que existe muita coisa boa sendo lançada praticamente todos os dias no gênero, por isso, separei 10 discos e EPs de rock que saíram até julho deste ano e que você precisa ouvir!
Lembrando que outros lançamentos de rock podem ser vistos nas nossas listas e também na seção novos sons, mas, aqui nessa lista, são os 10 discos e EPs que mais tocaram no fone da editora deste site que escreve este texto.
10 melhores discos e EPs de rock do 1º semestre de 2026
Anônimos Anôninmos – Acabou sorrire
Em Acabou Sorrire, primeiro álbum da Anônimos Anônimos, a banda encontra sua identidade definitiva. Deixando para trás a experimentação e o punk rock irônico dos primeiros EPs, o grupo aposta em um rock melódico cantado em português, com influências nacionais e internacionais, letras íntimas e temas como amadurecimento, relacionamentos, saudade, inseguranças e os desafios da vida adulta. O resultado é um disco perfeito sobre nossas imperfeições. Leia mais aqui.
Fresno – Carta de Adeus
Desde 1999, a Fresno segue encontrando novas formas de se reinventar, e Carta de Adeus mostra que a banda ainda tem muito a dizer. Com dez faixas inéditas e uma bônus exclusiva da edição física, o álbum foi apresentado primeiro em um show especial no Espaço Unimed, em São Paulo, antes de chegar às plataformas digitais. Produzido por Lucas Silveira, o disco aposta em uma sonoridade mais orgânica, deixando guitarras, baterias e vozes soarem de forma mais natural e próxima do que o trio entrega ao vivo. O resultado é um trabalho que transmite sinceridade e soa como um acerto da maior banda emo do Brasil.
Joyce Manor – I used to go to this bar
Os emos envelheceram e, naturalmente, a nostalgia da juventude afeta as letras dos discos lançados hoje pelas bandas que continuaram. E I used to go to this bar, nostálgico desde o título, é o novo álbum do Joyce Manor, que equilibra guitarras distorcidas, bateria frenética e uma forte carga de nostalgia e melancolia, sem perder a conexão com o presente. Ao longo das faixas, a banda transita entre o punk rock explosivo de suas raízes e momentos mais introspectivos e delicados, abordando temas como repetição de ciclos, reflexão pessoal, amadurecimento e vulnerabilidade.
Ecca Vandal – Looking for people to unfollow
LOOKING FOR PEOPLE TO UNFOLLOW, álbum de estreia de Ecca Vandal, reúne todas as influências que moldam a personalidade de uma das jovens mais promissoras do rock, mesmo que o disco não seja inteiramente de rock. Começando com o hardcore e o punk, a segunda metade traz faixas que transitam entre o rock da primeira parte, mas também pelo r&b e o reggaeton. Gravado de forma independente ao longo de quase dois anos em um estúdio montado no quarto de infância do produtor Richie Buxton, o álbum nasceu de um período de desconexão deliberada das pressões da internet e da indústria, refletindo a filosofia de Vandal de buscar liberdade artística acima de qualquer tendência. O resultado é um debut ousado, visceral e cheio de personalidade.
Colina – Ego Frágil
Sem medo ou vergonha de ser EMOcional demais, a Colina traz letras profundamente pessoais em Ego Frágil, disco que fala sobre perdas, decepções, amadurecimento e relações humanas, convidando quem ouve a revisitar os próprios sentimentos. O lançamento também marca uma nova fase para a banda, com Caique Rocha de volta aos vocais e Nikolas Freitas na bateria, além de reforçar a preocupação do grupo em valorizar cada faixa ao dividir o projeto em dois momentos. Leia mais aqui.
Trash no star – Existir é Resistir
Após mais de uma década de mudanças, pausas e recomeços, a Trash No Star lança Existir é Resistir, EP que traduz sua trajetória dentro da cena independente. Com sete faixas, o trabalho reúne influências de punk, lo-fi e noise rock para abordar temas como sobrevivência, desigualdade, maternidade, trabalho e a insistência em continuar criando diante das dificuldades da vida. Mais do que um novo lançamento, Existir é Resistir registra uma história de persistência coletiva e reafirma que fazer arte, mesmo em meio aos desafios, também é um ato de resistência. Leia mais aqui.
Jambu – Cartas que escrevi enquanto sonhava
A Jambu apresenta, em Cartas que escrevi enquanto sonhava, o seu trabalho mais sentimental até hoje. O título não é uma metáfora vazia. São cartas escritas num momento difícil, endereçadas a um tempo melhor que ainda estava por vir. Músicas compostas no limiar entre o que se vive e o que se deseja viver. E a sonoridade chega também mais melancólica e crua, com guitarras de timbre denso, já presentes nos primeiros singles “Desculpa” e “Me Deixe Estar”, mas sem abrir mão do indie rock que define a identidade da Jambu. O projeto conta com participação de Fepa, guitarrista d’O Grilo, no baixo e na produção musical, e Zito Serrão também nas cordas graves.
Sutil modelo novo – Corre Errado
Com o EP CORRE ERRADO, a Sutil Modelo Novo dá início a uma fase mais crua e pesada, reunindo em cinco faixas tudo o que faz da banda um dos nomes mais interessantes da cena independente carioca. Misturando emo, punk, math rock, J-rock e outras influências com a postura combativa e antifascista do grupo, o EP combina instrumentais intensos, letras carregadas de imagens e emoção, além da curiosa troca de instrumentos entre os integrantes a cada música. Produzido por Victor Basto, o trabalho ainda ganha uma identidade visual marcante na capa criada por Juan Velloso, que transforma o icônico pato punk da banda em protagonista de uma arte inspirada nos quadrinhos, reforçando a personalidade única deste novo capítulo da Sutil Modelo Novo.
Bullet Bane – O agora que cobra viver
Se tem uma coisa que o Bullet Bane sabe fazer é se reinventar. E em O Agora Que Cobra Viver, a banda parece ter encontrado o equilíbrio perfeito entre retomar suas origens e dar início a uma nova etapa, agora com Lucas Guerra nos vocais e Andrew Lee na bateria. Com letras que refletem sobre transformação e amadurecimento, o trabalho convida quem ouve a ir além da lembrança e encarar o próprio caminho sem medo em um ótimo disco de hardcore melódico.
Bring me the Horizon – Count Your Blessings | Repented
Ok, esse não é 100% lançamento, afinal, para comemorar vinte anos de seu disco de estreia, o Bring Me The Horizon lançou Count Your Blessings | Repented, porém, mais do que uma simples regravação, o disco reconstrói as faixas originais com a experiência acumulada pela banda ao longo de duas décadas, preservando a essência do deathcore que conquistou uma geração, mas com uma produção à altura da sonoridade que sempre imaginaram e entregaram nos seus trabalhos mais recentes. E além dos clássicos reimaginados, o disco trouxe a ótima inédita “Dehumanized”, faixa que funciona como uma homenagem às origens do grupo fazendo uma ponte para tudo o que o Bring Me The Horizon se tornou desde então, mostrando que nem sempre um aceno ao passado significa viver apenas de nostalgia.



