
Foto: Ana Alves/Musicult
No primeiro sábado de abril (4), o Allianz Parque foi palco de uma verdadeira celebração do rock: o Monsters of Rock 2026, que reuniu diferentes gerações em mais de 12 horas de música, provando que o estilo segue vivo e relevante. Com um line-up que equilibrou nomes clássicos e contemporâneos, o evento entregou uma experiência completa, marcada por performances únicas e momentos de forte apelo emocional.
Novas gerações mostram força no palco
Entre os destaques mais recentes, o Halestorm liderado pela presença conquistadora de Lzzy Hale, chegou com uma das melhores apresentações do dia. Com um repertório que incluiu sucessos como “I Miss the Misery” e “Love Bites (So Do I)”, a banda mostrou que o rock contemporâneo tem identidade própria e espaço garantido em grandes festivais.
Outros nomes como Dirty Honey e Jayler, primeiros a se apresentar no dia reforçaram essa renovação, conquistando o público logo nas primeiras horas do evento e preparando o terreno para os veteranos.
No fim da tarde, o Extreme entregou um show envolvente, marcado pela interação com o público, e grandes momentos instrumentais da banda. Mas o ponto, não podia ser outro, ele veio com “More Than Words”, transformando o estádio em um grande coro coletivo e deixando claro o poder atemporal de um hit que atravessou décadas, e emocionou o público presente.
Emoção e legado com lendas do rock
Um dos momentos mais marcantes da noite ficou por conta do Lynyrd Skynyrd. Em uma apresentação cheia de significado, a banda revisitou clássicos como “Sweet Home Alabama” e “Free Bird”, esta última acompanhada de uma homenagem emocionante aos integrantes já falecidos, incluindo Ronnie Van Zant, sendo finalizada com um globo espelhado e um solo de guitarras, que entregou por alguns minutos um dos riffs mais marcantes do rock.
Após o fim da apresentação da banda, o festival também fez um tributo a grandes ícones que marcaram a história do gênero, como Rita Lee, Erasmo Carlos e Chester Bennington, finalizando com a lenda Ozzy Osbourne, que chegou a se apresentar em uma edição do Monsters nos anos 90, entregando momentos históricos.

Guns N’ Roses encerra com grandiosidade
Responsável por fechar o festival, o Guns N’ Roses entregou um espetáculo à altura de sua trajetória em um Allianz lotado. Liderados por Axl Rose, Slash e Duff McKagan, o grupo apresentou um setlist cheio de clássicos, mas com um pé em algumas raridades da banda.
Momentos como “Welcome to the Jungle” que inicia o show, “November Rain” e “Paradise City” transformaram o Allianz em um coro total do público. Destaque também para a execução de “Bad Apples”, que não era tocada pela banda desde os anos 1990, e a homenagem a Ozzy com “Junior’s Eyes”. No entanto fãs sentiram faltas de músicas como “Chinese Democracy” e “My Michelle” na setlist.
Apesar de limitações vocais do tempo, Axl mostrou domínio de palco (além de entrar sem nenhum atraso), enquanto Slash reafirmou seu status de ícone com solos extensos e cheios de improviso. Ver o guitarrista em cena, que deixa parecer fácil tocar como ele, é algo único.
No fim, mais do que uma sequência de shows, o Monsters of Rock 2026 continua sendo um ponto de encontro entre gerações. Mesmo diante de críticas sobre o line-up, o festival reforçou sua proposta original: ser um espaço dentro do universo do rock onde todas as vertentes são bem vindas.



