
Gravado sob direção artística do próprio Lenine, com produção musical de Bruno Giorgi, o álbum Eita chegou ao mundo em 28 de novembro. O lançamento marcou o retorno do artista após dez anos sem apresentar um disco de músicas inéditas gravadas em estúdio.
Eita é composto por onze faixas inéditas e é uma grande homenagem do cantor pernambucano ao seu amado Nordeste brasileiro. E isso começa pela capa, que é um conjunto de referências visuais e afetivas de Lenine.

A gravura é obra da artista visual, também pernambucana, Luiza Morgado.
Parcerias e significados em Eita
As 11 faixas do álbum Eita são músicas cantadas por Lenine e compostas a sós ou com parceiros como Arnaldo Antunes, Carlos Posada, Dudu Falcão, Gabriel Ventura, João Cavalcanti, Lula Queiroga e Siba.
Entre os convidados, Maria Gadú, em “Rumo do Fogo”, canção dedicada aos líderes indígenas Davi Kopenawa e Ailton Krenak, que reforça o compromisso dos dois cantores com a causa ambiental.
Maria Bethânia divide os vocais com Lenine em “Foto de Família”, parceria com João Cavalcanti. Segundo o cantor, a versão presente no álbum foi a primeira gravada, mantida justamente para preservar a emoção que a canção exige.
Em 2025, Lenine reapareceu com um pouco mais de paciência e abre seu mais recente trabalho pedindo confiança em um futuro de afeto.
Como o próprio Lenine diz, Eita é um disco para se ver e um filme para se ouvir. Essa proposta se materializa em no filme do disco, disponível no YouTube, que reúne os clipes de todas as faixas, cada uma dedicada a algo ou a alguém.
Se for pra escolher uma faixa de destaque, fico com “Meu Xamêgo”, canção que Lenine compôs sozinho e dedica à Anna Barroso, sua companheira há mais de quarenta anos. Entre todas as parcerias, ela é a única que aparece presencialmente, sentada em uma poltrona enquanto o artista interpreta a canção, em um dos momentos mais íntimos e emocionantes do projeto audiovisual.
No geral, o álbum faz jus ao título. Eita, Lenine. Que disco bom!
Texto por Christina Gonçalves



