
TEIMA (Divulgação)
O fim do ano passado marcou a estreia da TEIMA, banda que, após dois singles, lançou, via selo Rockambole, um EP homônimo com 5 faixas, que você precisa ouvir agora.
Formada por Edu Filgueira, Isa Salles, Maick Sousa e Sandro Silveira, o grupo aposta no rock enquanto sintetiza o encontro dos artistas que se uniram por uma vontade inesgotável de fazer música, apesar de tudo. É coisa de quem TEIMA mesmo, perdão pelo trocadilho.
O EP deu seus primeiros passos ainda durante a pandemia e, ao finalmente ganhar o mundo cinco anos depois, surge como um registro das mudanças que os músicos vivenciaram ao longo do tempo.
“Essas músicas refletem fases/épocas diferentes. Pode não fazer muito sentido se você levar em consideração uma ordem cronológica, mas cada faixa em si tem sua própria assinatura. Suas sonoridades e concepção se desconectam porque estávamos e estamos nos encontrando dentro do projeto e, talvez, esse seja o conceito da TEIMA como banda: trabalhar cada música em seu próprio momento”, explica Edu Filgueira.
Cinco anos parece muito tempo? Pode ser que sim, mas o disco soa muito moderno, como se tivesse sido feito ontem. A gente só sabe que não foi porque é muito bem produzido e isso leva tempo.
O som traz uma mistura interessante entre guitarras cruas e melodias experimentais com o vocal melódico de Isa Salles, lembrando um pouco Paramore, mas com uma identidade bem própria.
Já as letras dialogam com esse período pandêmico, de reflexão forçada, mas não é nem de longe um EP melancólico, com composições divertidas, como “Amores por mim” e “Refrigerador”, e outras sobre sentimentos, dores e anseios comuns, como “Acervo de rancor” e “Tão tarde” e “Exceto eu”, talvez a mais “melancólica” das cinco, mas que ainda usa a ironia para tratar da famosa “síndrome do impostor”.
Quem é a TEIMA?
Apesar da curta trajetória da banda, a TEIMA existe há tempos na conexão entre os artistas e amigos que fazem dela um projeto possível, e o lançamento do EP marca uma história cheia de sentidos.
“É muita história envolvida, nos conhecemos há bastante tempo então a sensação é de que esse é um trabalho antigo. Particularmente, essa antologia tem muito significado pra mim, exigiu um grande esforço tirar do papel um projeto tão querido depois de tanto tempo”, finaliza Edu.
Antes mesmo de ser batizada, a TEIMA surgiu ainda durante a pandemia, enquanto Edu Filgueira, movido por uma autoimposição criativa, decidiu tocar e gravar todos os dias durante o período de paralisação. As primeiras gravações, feitas de forma despretensiosa, eram compartilhadas com amigos próximos, especialmente com Sandro Silveira, um dos primeiros a incentivar Edu a transformar aquelas ideias em algo maior.
Mais tarde, com o apoio de Ygor Alexis, fundador do Selo e da Casa Rockambole, o grupo começou pouco a pouco a se transformar em uma banda de rock.
Com o fim do isolamento, enquanto o cenário musical ainda se reorganizava, a busca por integrantes foi longa, marcada por diversos encontros e tentativas. Até que Edu decidiu reunir os amigos que acompanharam a saga desde o início: Sandro na guitarra, Isa Salles nos vocais e Maick na bateria.
Entre ensaios, discussões, ajustes e muita persistência, foram cinco anos de preparação até que o projeto amadurecesse. O resultado dessa jornada é uma banda nascida da amizade e da vontade de transformar o caos em som.
>Ouça na sua plataforma de streaming favorita e siga a banda nas redes sociais



