
Weezer durante show em São Paulo (Créditos @sand/reprodução do Instagram da @30ebr)
No último sábado, pela label ÍNDIGO, o Weezer retornou a São Paulo depois de 6 anos e se apresentou para um público apaixonado que ocupou boa parte do Parque Ibirapuera.
Índigo
Criada pela produtora 30e (responsável por trazer System of a Down, My Chemical Romance, Korn e outros artistas para o Brasil), a ÍNDIGO é uma label curatorial que criar pontes entre o underground e o maisntream por meio de experiências ao vivo.
“ÍNDIGO nasceu para preencher uma lacuna que enxergamos no mercado, com foco nas possibilidades artísticas que fazem os palcos, os shows e as festas serem um ponto de encontro de comunidades que buscam sentir a música antes mesmo de entendê-la”, explica Caio Jacob, sócio-fundador e VP de Global Music, Business & Strategy da 30e.
A estreia da label se deu no fim de outubro, com o show do Yellow Days, mas foi com o Weezer que o nome ÍNDIGO bombou no último fim de semana, com muitas pessoas, inclusive, citando a label como um festival. E foi quase isso mesmo, já que antes dos ícones do alternativo, outros nomes passaram pelo palco do Ibirapuera, nomes bem diversos, inclusive: Otoboke Beaver, punk rock japonês e uma das maiores sensações do rock atualmente; Judeline, cantora pop que fica entre o reggaeton e o alternativo; Mogwai, nome gigante do post-rock; e Bloc Party, banda queridinha dos indies e dona do hit “Banquet”, mas que entregou muito mais do que isso no show que antecedeu as grandes estrelas da noite.
Faz o W: É o Weezer em São Paulo
O Parque do Ibirapuera já se encontrava bem cheio desde o primeiro show do dia, o Otoboke Beaver, mas foi com Bloc Party e Weezer que a plateia aumentou consideravelmente. E depois do show do Bloc Party, o público ouvia grandes hinos indies enquanto esperava o Weezer. A cada 2 ou 3 minutos, alguém gritava o nome da banda ou fazia o W com as mãos.
A quantidade de pessoas poderia caber em um Vibra São Paulo ou até mesmo o Espaço Unimed, mas não teria tido o charme de um dia no parque ouvindo boa música.

Pontualmente às 20h30, Rivers Cuomo e companhia entraram no palco com os primeiros acordes de “My Name is Jonas”, já levando o público ao êxtase em um setlist que continuou comemorando os 30 anos do “Blue Album” da banda, mas tocou outros hits de outros discos, como “Perfect Situation”, “Island in the Sun” e “Beverly Hills”, que teve seu nome trocado no refrão para “São Paulo, Brazil” por Rivers Cuomo.
Fazendo jus à sua fama de nerd do rock, Rivers é um frontman tímido, que interage pouco com a plateia, assim como toda a banda. Era visível a satisfação deles ao tocarem para tantas pessoas no público que é conhecido como o mais caloroso do mundo, mas, ainda assim, as interações foram mínimas, resumindo-se em um “bom dia” em forma de piada por Rivers (já que o show foi à noite), uma apresentação e algumas breves introduções entre uma música e outra.
Mas como dito antes, o charme daquele dia de “festival índigo” era ouvir boa música e isso o setlist do Weezer entregou, com 21 músicas em pouco mais de uma hora de show, terminando com duas músicas que fizeram o público cantar ainda mais alto: “Say it ain’t so” e “Buddy Holly” tocada durante o bis.
Enquanto andava para ir embora do festival, ouvia os fãs conversando emocionados sobre o show e alguém soltou a frase “não imaginei que ouviria eles de novo ao vivo”, isso depois de muitos abraços que rolaram entre amigos que foram juntos ao show e cantavam juntos as músicas. Era um reencontro de público com a banda e com os fãs de música com os anos 90 após um dia com clima de festival e muita música boa, do passado e do presente.



