
Refused (Crédito: Tim Tronckoe)
O Refused é uma das bandas mais influentes da história do hardcore mundial. Formada em 1991 em Umeå, na Suécia, o grupo nasceu no coração da cena punk local, marcada por forte engajamento político. A formação clássica conta com Dennis Lyxzén (vocal), David Sandström (bateria), Kristofer Steen (guitarra) e Magnus Flagge (baixo) e, desde o início, a banda se destacou por seu som explosivo e postura contestadora. Agora, o Refused anuncia sua turnê de despedida que passará por São Paulo, no Terra SP, esta sexta-feira, dia 31 de outubro.
O show leva a assinatura da Balaclava e da Powerline Music & Books e a banda também tem apresentações confirmadas em Buenos Aires e Santiago, nos dias 1º e 2 de novembro, respectivamente. Aqui no Brasil, a abertura desse show histórico fica por conta de Eu Serei a Hiena.
Refused: a banda que redefiniu o hardcore
O álbum de estreia, This Just Might Be… The Truth (1994), apresentou um hardcore direto, enquanto Songs to Fan the Flames of Discontent (1996) já mostrava um som mais técnico e politizado. Mas foi com The Shape of Punk to Come (1998) que o Refused entrou para a história. Misturando punk, jazz, eletrônica e experimentalismo, o disco quebrou paradigmas e se tornou uma das obras mais revolucionárias do gênero. Foi um manifesto em forma de álbum, e continua soando futurista até hoje.
Logo após o lançamento, a banda anunciou sua separação, acompanhada da icônica mensagem: “Refused are fucking dead.”, que dá nome a esta turnê. Mas, o “and this time they really mean it” que acompanha o título da tour é porque, dessa vez, a banda não pretende ficar em hiato como já fizeram antes. Após mais de uma década inativa, a banda sueca retornou aos palcos em 2012 e lançou o álbum Freedom (2015), seguido por War Music (2019).
Desde o início, o Refused colocou política e reflexão no centro de tudo. Suas letras falam sobre capitalismo, resistência e alienação com uma força que continua atual — talvez até mais do que nunca. Além disso, a banda provou que o hardcore não precisava nascer nos EUA ou na Inglaterra. Da Suécia, inspiraram toda uma geração europeia e mostraram que revoluções florescem em todo lugar.
Recentemente, a banda foi assunto ao se apresentar no festival Hellfest e fazer um dos discursos mais politizados do festival, além de levar a bandeira da Palestina para o palco.
Um fim que é também um recomeço
Por mais que 2025 marque o encerramento oficial da banda, o Refused seguirá fazendo música, pois os integrantes já adiantaram que seguirão juntos em um novo projeto, “sem peso histórico e sem expectativas externas”, de acordo com eles.
Mas, antes desse novo capítulo, eles querem encerrar o ciclo da Refused no auge da energia, como disse o vocalista Dennis Lyxzén. E o momento é agora.
O show em São Paulo será mais do que uma apresentação: será um rito de despedida. Uma última chance de gritar junto, suar, sentir e testemunhar de perto o legado de uma banda que mudou a forma como o mundo enxerga o punk. Se você ama música de verdade, esse é o show que você precisa ver.
Eu Serei a Hiena: o caos inteligente do hardcore paulistano
Surgido em São Paulo, o Eu Serei a Hiena é uma daquelas bandas que não passam despercebidas. Com uma sonoridade que mistura hardcore, post-hardcore, math rock e experimentações noise, o grupo formado por Fausto Oi (guitarra), Juninho Sangiorgio (guitarra), Wash Souza (baixo) e Nino Tenório (bateria) se destaca pela intensidade ao vivo e foi a escolha para abrir o show único do Refused por aqui. Vale a pena chegar cedo não só pra pegar grade, mas pra ver esse nome pesado do hardcore paulistano ao vivo.

Serviço – Refused em São Paulo
- Data: 31 de outubro de 2025
- Local: Terra SP – Av. Salim Antônio Curiati, 160 – Campo Grande, São Paulo
- Ingressos: https://tinyurl.com/ya6f39mc



