
Capa de "The Same Old Wasted Wonderful World, novo álbum da Motion City Soundtrack
Os melhores álbuns, EPs e singles de setembro de 2025 estão aqui! Aqueles lançamentos que ganharam o coração da editora deste humilde site neste mês, você encontra aqui nessa lista de favoritos que é provavelmente a lista mais eclética que você vai ver hoje!
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Melhores lançamentos musicais de setembro
Álbuns e EPs de setembro de 2025
Motion City Soundtrack – The Same Old Wasted Wonderful World
Após dez anos sem lançar um álbum, o Motion City Soundtrack, uma das minhas bandas favoritas, retornou com The Same Old Wasted Wonderful World, um trabalho conciso e poderoso que reafirma sua relevância, mesmo que a banda tenha sempre sido muito séria pro pop punk e muito pop punk para o emocore e, talvez isso tenha levado eles a ficarem mais obscuros do que outros nomes da cena emo 2000. Com colaborações de Patrick Stump, Mat Kerekes e Sincere Engineer, e momentos de ousadia criativa, como Mi Corazon, o álbum equilibra maturidade e frescor, confirmando que o MCS continua a traduzir ansiedades e sentimentos humanos de forma singular. No fim, eles respondem ao questionamento que eles próprios fazem na faixa “Things Like This”: é tarde demais pra recomeçar? No caso do Motion City Soundtrack, nunca é! Destaques: “Particle Physics”, “You know who the fuck we are” e “Bloodline”.
Zara Larsson – Midnight Sun

O momento de aclamação da, até então, injustiçada Zara Larsson chegou! Midnight Sun já estava causando um burburinho antes de seu lançamento e, assim que saiu, provou que a expectativa valeu a pena. Com 10 faixas que misturam pop caleidoscópico e dance eufórico para refletir diferentes fases e sentimentos, o trabalho foi descrito por ela e pela crítica como o mais visceral e honesto de sua carreira. Destaques: “Pretty Ugly”, “Girl’s girl” e “Puss puss”.
Doja Cat – Vie

Deixei de lado as polêmicas da sempre próxima de ser cancelada, Doja Cat, e dei play em Vie, quinto álbum de estúdio da cantora e… QUE DISCO BOM. Inspirado pelo número romano “V” e pela expressão francesa La Vie en Rose, o título reflete tanto a simbologia da vida quanto a ideia de transformação e aventura. Com influências dos anos 70, 80 e 90, mas com assinatura moderna, o disco mergulha em temas como amor, sexo, prazer, dor e autodescoberta, apresentando um retrato ousado e pessoal da artista em sua fase mais criativa. O single “jealous type” é bom, mas o disco tem faixas menos pop simples e mais criativas que poderiam ser exploradas. Destaques: “Cards”, “AAAH MEN” e “All mine”.
Justin Bieber – SWAG II

Mais uma vez sem aviso, Justin Bieber lançou mais um SWAG, a parte 2 do álbum, que veio com novas faixas, mais dentro do que o artista fazia antes, mas que também não emplacou muito, provavelmente por causa da não tão boa recepção da parte 1. Apesar disso, por aqui ele segue sendo bem recebido e, eu posso estar louca, mas acho que no futuro SWAG será melhor apreciado pelos fãs e crítica. Destaques: “Speed demon”, “Love song” e “Don’t wanna”.
Lola Young – I’m only f**king myself

Estourar com um grande hit no tiktok pode ser uma benção ou uma maldição. No caso de Lola Young, foi os dois. Ela fez sucesso, estreou em grandes festivais (e até viria ao Lollapalooza Brasil 2026, mas, recentemente, a cantora desmaiou durante um show e cancelou seus futuros shows, muito provavelmente por conta de uma exaustão)… mas também ficou marcada como a cantora de “Messy”, apenas. Muita gente nem foi atrás de ouvir outras músicas de Lola por cansaço de ouvir “I’m too messy, then I’m too fucking clean”, mas, se você der uma chance, vai curtir o novo disco da cantora britânica, que é ousado e mistura intensidade poética, brutalidade emocional e experimentação sonora, abordando sexo, vício, relacionamentos tóxicos e autodestruição com uma franqueza cortante. Destaques: “F**K EVERYONE”, “One Thing” e “SPIDERS”.
JADE – THAT’S SHOWBIZ, BABY!

Em sua estreia solo pós-Little Mix, JADE lançou um dos melhores álbuns pop de 2025. THAT’S SHOWBIZ, BABY! reúne colaborações de peso com Mike Sabath, Lostboy, Cirkut, RAYE e Pablo Bowman, inclui os hits já conhecidos (e ótimos), como “IT girl” e “Angel Of My Dreams” e traz novas faixas que reforçam sua versatilidade. Destaques (além dos singles já citados): “Plastic box”, “Midnight cowboy” e “Lip Service”.
homeninvisivel – distantes

A homeninvisível já apareceu como uma banda pra você ficar de olho. E em setembro, o grupo lançou o EP distantes, um registro intenso de post-hardcore, emo e shoegaze com pouco mais de 15 minutos em cinco faixas que exploram solidão, dor, libertação e aceitação através de riffs precisos, atmosferas densas e letras reflexivas. Destaques: “madrepérola”, “talvez não seja mais tão difícil assim” e “distantes”.
Vivendo do ócio – Hasta La Bahia

A Vivendo do Ócio lançou Hasta La Bahia, quinto álbum de estúdio da banda, 5 anos depois do autointitulado, que marca o reencontro da banda com suas raízes e a estreia do baterista Gabriel Burgos na formação. Com oito faixas, o trabalho expande o rock alternativo característico do grupo para influências de funk, soul e disco, trazendo parcerias com nomes como Paulo Miklos, Jadsa, Ronei Jorge e Martin Mendonça. A capa, ilustrada por Jajá Cardoso, reforça a ideia de movimento e retorno com a imagem de uma andorinha, símbolo de liberdade e lar. Destaques: “Baila comigo”, “Não tem nenhum segredo” e “Se me deixar eu vou lá”.
Colina – Ego Frágil

A Colina, banda referência da nova cena autoral do ABC Paulista, lançou a primeira parte de Ego Frágil, marcado pela estreia de Caique Rocha nos vocais e Nikolas Freitas na bateria. O projeto foi dividido em duas partes para dar mais visibilidade a todas as faixas, e quem ganha somos nós, já que podemos digerir, ou melhor, degustar com calma as músicas e as ideias de um dos nomes mais promissores do emo nacional. Destaques: “Individual”, “Não era pra ser assim” e “Verdade”.
King Princess – Girl Violence

King Princess, projeto da cantora, multi-instrumentista e compositora Mikaela Straus, lançou seu terceiro álbum Girl Violence,que reflete um período de transformação pessoal e profissional de Straus, com separações, mudanças e retorno a Nova York, além de marcar um potente retorno à sua própria voz e liberdade criativa. As músicas do álbum são investigativas e vulneráveis, mas também sutis, sensuais e ousadas. Destaques: “Girl violence”, “Cry cry cry” e “RIP KP”.
Personas – Qualia

A Personas, de São José dos Campos, lança “Qualia”, que, com 13 faixas, marca uma fase de maior profundidade emocional da banda, com composições mais maduras e diversas. O disco tem participações especiais de El Toro Fuerte, Popoto (Raça), Dois Barcos e Falso Sol, reflete o amadurecimento da Personas e busca ressoar com as experiências individuais de cada ouvinte, em uma sonoridade que mistura o indie com o midwest emo. Destaques: “Se eu quiser”, “Mirra” e “Água com gás, remédios e cigarros”.
Singles Nacionais
Radioativa – Save me from myself
Primeira composição em inglês após 16 anos de trajetória com letras em português, a Radioativa lançou “Save me from myself”, um hino do emo moderno. Com uma sonoridade sombria, a faixa aborda os desafios internos de quem convive com transtornos mentais, como ansiedade e depressão, e ganhou um videoclipe dirigido pela vocalista Ana Marques em parceria com o videomaker Kyo. Gravada no Estúdio Mojo por Matt Nunes, a canção marca também o último registro com arranjos do guitarrista e fundador Felipe Pessanha, falecido em 2024, e simboliza uma nova fase para a Radioativa, que busca ampliar seu alcance internacional sem abandonar suas raízes no rock nacional.
Contando bicicletas – Artifício

Encerrando a série de prévias do próximo disco, o quarteto carioca Contando Bicicletas lançou “Artifício”,que assume com destaque as influências de math rock e emo da banda, abordando questões de autenticidade e entrega nas relações interpessoais. O clímax conta com coro de amigos músicos, incluindo integrantes das bandas Um Quarto e Ruivo, Urso & Mogli, criando um momento coletivo e emotivo. Formada por Luiz Felipe Fonseca, Mateus “Matt” Da Silva, Sofia Ribas e Vitor Carneiro, a Contando Bicicletas celebra 10 anos de trajetória com uma música que conecta passado e futuro, mantendo a proximidade com seus fãs.
DRAMMA – Amor Blasé

A banda DRAMMA, de Limeira (SP), estreia com o single “Amor Blasé”, marcando a transição do projeto, anteriormente conhecido como Cigana. Com guitarras intensas e vocais viscerais, a faixa mistura memórias nebulosas e sentimentos de desencanto, explorando a fronteira entre real e imaginário.
FOTO EM GRUPO – Toda esfera
Um nome chamou a atenção no line up do Lollapalooza Brasil 2026: FOTO EM GRUPO, que logo foi revelado como um supergrupo formado por Pedro Calais (vocalista do Lagum), Otavio “Zani” Cardoso (guitarrista do Lagum), Ana Caetano (do duo Anavitória) e João Ferreira (vocalista e guitarrista do Daparte). E o primeiro single é bem diferente do que os integrantes faziam em suas respectivas bandas, sendo um indie mais dançante.
Singles internacionais
Entre os internacionais, um pop de pré-halloween da Lady Gaga, uma música que mostra o talento vocal de RAYE, os novos de Tame Impala (roubei aqui e juntei os dois singles em um) e Kneecap, além do feat que a gente precisava e não sabia: YUNGBLUD e Aerosmith.
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>>Outros lançamentos que amamos em setembro (clique nos nomes para ler mais e ouvir cada um deles!): Bahsi, Zepelim e o Sopro do Cão e eliminadorzinho.



