
(Créditos: Thiago Alves/Musicult)
Na noite da última sexta-feira, na Burning House em São Paulo, tivemos o encontro de grandes forças do metal nacional e mundial: Krisiun, Vulcano e Malevolent Creation.
Chegamos por volta das 19h, e no palco já estava a clássica banda brasileira Vulcano, formada no início dos anos 80, em Santos, fazendo um show digno da sua trajetória, entregando o mais puro death black metal nacional.
A casa já estava com um bom número de fãs, e o Vulcano teve um público empolgado do início ao fim de sua apresentação.

Logo em seguida, após alguns ajustes técnicos no palco, a banda americana Malevolent Creation deu início ao seu show, regado a clássicos, mas, sem a participação do seu único membro original, Phil Fasciana, que teve problemas de saúde meses atrás e precisou ser entubado. A princípio, ele faria a turnê no Brasil, e até foram cancelados alguns shows no Nordeste por conta do estado de saúde do guitarrista. No fim, acabou que não veio (ao menos na apresentação em São Paulo). Ficaremos na expectativa para que os fãs da banda possam tê-lo presente no restante da turnê.
O show em si foi muito bem executado, passando por grandes momentos de sua discografia. Em um setlist matador, o Malevolent Creation fez o público bater cabeça do início ao fim. Clássicos como “Alliance or War” e “Infernal desire” do ótimo álbum Eternal, “Eve of the Apocalypse” e “Coronation of Our Domain” do disco Retribution, e “Multiple Stab Wounds” e “Premature Burial” do The Ten Commandments. O show teve 14 faixas tocadas, mais uma intro, e uma ótima aceitação do público presente.

Para fechar a noite da forma mais brutal e técnica possível, subiu ao palco um dos maiores nomes do metal nacional de todos os tempos. A banda formada por três irmãos, que conquistou o mundo com seu som potente e veloz, fez a Burning House tremer. O Krisiun estava no palco e prometia uma apresentação para lá de especial.
Logo de início, para além da música, destaco a interação entre banda e público. É de fato algo único como os membros do Krisiun tratam os seus fãs. Para quem já viu um show deles, sabe bem do que estou falando.
Comemorando o álbum Conquerors of Armageddon, a banda tocou quatro faixas do disco, a faixa-título, “Endless Madness Descends”, “Messiah’s Abomination” (essa com participação de um fã que subiu ao palco para cantar o refrão) e “Ravager”.
A banda também passou por alguns outros momentos de sua discografia, tocando ao menos uma música. Álbuns como Mortem Solis, o seu último lançamento, teve duas faixas reproduzidas, assim como os discos Apocalyptic Revelation, The Great Execution e o primeiro, Black Force Domain, de 1995, cuja faixa-título é, talvez, o maior hino a banda.
Há sempre um sentimento de orgulho após ver que uma banda brasileira desse tamanho toca death metal brasileiro por todo o mundo. O som do Krisiun é único. E o seu público sempre retribui, tal qual foi na Burning house em São Paulo. Um show incrível e visceral.




