
Fall Out Boy (Créditos: Gabriela Pavão/Musicult)
Em 2024, a I Wanna Be Tour chegou com a proposta de ser um festival itinerante e nostálgico. Já em 2025, a nostalgia se manteve, mas o que antes aconteceu em 5 cidades, esse ano rolou em apenas duas: Curitiba e São Paulo.
Mas o Rio de Janeiro, ao contrário de Porto Alegre e Recife, teve sua dose de I Wanna Be Tour em 2025 também, já que neste ano, uma outra diferença em relação a 2024 foram os sideshows (em 2024, apenas um sideshow aconteceu, como uma forma de esquenta para o festival em São Paulo, com NX Zero e Simple Plan).
Início em Curitiba, The Verônicas e o começo da “Semana I Wanna Be Tour” 2025
A semana da nostalgia emo teve início em Curitiba, com uma edição do festival na Pedreira Paulo Leminski. Três dias depois, em São Paulo, a dupla The Verônicas fez um sideshow no Cine Joia em um clima de conexão com os fãs, numa casa menor.
Em São Paulo e no Rio de Janeiro: Yellowcard roubou a cena
No dia seguinte ao sideshow da The Veronicas, o RJ teve seu pedacinho de I Wanna Be Tour com uma noite na Farmasi Arena com Fall Out Boy, Yellowcard e Story Of The Year.
No Rio, a Story of The Year abriu a noite, mas em São Paulo eles tocaram depois do Neck Deep, que, diga-se de passagem, fez um dos shows mais animados da noite em SP e também da I Wanna Be Tour em 2025.
Em ambas as apresentações, a banda foi acompanhada pelo público que cantou todos os hits, especialmente “Anthem of our dying day”, “Until the Day I Die” e “War”, afinal a saudade dos fãs era enorme, já que a banda não vinha ao Brasil desde 2013!
Apesar de ser uma das bandas mais emocore/screamo dos sideshows, a postura da banda é bem diferente do som, já que eles brincam bastante com o público entre uma música e outra. No sideshow em São Paulo, inclusive, o som da bateria desigou várias vezes e, mesmo assim, o carisma de Dan Marsala, vocalista da banda, não deixou o clima ficar tenso.

E se no sideshow do Rio, e na própria I Wanna Be Tour, o Yellowcard era aquela banda que toca antes do headliner final, no sideshow de São Paulo, eles foram os headliners da noite. Mas, independente de encerrar a noite ou tocar no meio do line, a banda foi uma das melhores surpresas dessa semana emo: conhecida pela sonoridade única, que incorpora o violino ao pop punk, a banda tem uma grande presença de palco, além de transformar o show em um filme de viagem no tempo.

E eles também sabem montar uma setlist, abrindo com “Only One” e fechando com “Ocean Avenue” em todos os 4 shows que a banda fez durante a IWBT – talvez o único erro tenha sido não inclui “Light up the sky” no show do Allianz Parque, perdendo a oportunidade de fazer o famoso mar de luzes que o público teria feito com seus celulares, mas, pelo menos, essa música entrou no set dos sideshows.

O Yellowcard era outra banda que não vinha ao Brasil faz tempo, desde o Z Festival no Rio de Janeiro, em 2012. E com a recepção calorosa dos brasileiros depois de tanto tempo, Ryan, vocalista, disse que “se sentia no Warped Tour de 2004”. O Warped Your, como os maiores fãs de emo rock sabem, é uma grande referência em termos de festival de emo rock, tendo praticamente todos os nomes do gênero se apresentado no seu line-up pelo menos uma vez.
Fall Out Boy: falta carisma, mas sobra voz e uma produção excepcional
A última vez que o Fall Out Boy veio ao Brasil foi em 2022 no Rock in Rio, então os cariocas não estavam com tanta saudade quanto os paulistas e curitibanos, mas isso não diminuiu a quantidade de pessoas no show da banda no Farmasi Arena, muito pelo contrário, eles eram de fato a banda mais aguardada naquela noite.
Sendo headliners não só do show no Rio, mas também do festival em Curitiba e São Paulo, a banda empolga mais pelo vocal marcante e poderoso de Patrick Stump, que mostrou porque é considerado um dos maiores vocalistas da sua geração no emo, do que pelo pacote completo, já que Pete Wentz e o restante da banda não demonstram muitas emoções no palco e a banda interage bem pouco não só com o público, mas também entre si.
Mas a energia baixa da banda foi pouco sentida pelo público em geral que vibrou com o setlist, que contemplou os diversos álbuns da banda ao longo dos anos, cantando, ou melhor, gritando todas as letras e abrindo até rodinhas punks.
É preciso destacar também que o Fall Out Boy elevou o nível das apresentações da I Wanna Be Tour em termos de estrutura: o palco contava com cenários e telões que faziam referências aos clipes e capas de álbuns mais icônicas da banda, além de efeitos como luzes neon e pirotecnia (com fogo saindo até do baixo de Pete Wentz em “Phoenix”) e essa estrutura se repetiu no show do Rio de Janeiro.
E durante o festival? Quais os melhores shows?
Durante o festival, o Yellowcard seguiu sendo uma grande surpresa, Neck Deep levou muita gente a chegar cedo no evento e nomes nacionais também se destacaram bastante. Em um ranking rápido, elencamos nossos favoritos da I Wanna Be Tour 2025 em São Paulo:
Os melhores shows da I Wanna Be Tour 2025 em São Paulo

Resenha feita por Gabriela Pavão e Letícia Pataquine




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