
Desde o hype da nova adaptação de Nosferatu, os vampiros voltaram a tomar conta da cultura pop, tanto que recentemente tivemos Pecadores e, agora, neste dia 7 de agosto, estreia uma nova adaptação de Drácula, o maior clássico do tema, dessa vez com o subtítulo Uma História de Amor Eterno e dirigido pelo francês Luc Besson (O Profissional, O Quinto Elemento, Lucy).
Qual a novidade desta adaptação?
Neste filme, que o diretor disse ter nascido primeiro da admiração dele pelo ator Caleb Landry Jones, quando trabalharam juntos em Dogman (2023), do que pela simples vontade de adaptar o romance de Bram Stoker, vemos um vampiro um pouco diferente do que estamos acostumados.
Normalmente, os vampiros na cultura pop estão atrelados a figuras de sedução, que buscam sempre novos parceiros e vítimas para satisfazer seus desejos. No Drácula de Luc Besson, a figura sedutora que busca muitas mulheres dá lugar a um personagem apaixonado, praticamente monogâmico.
Por mais que a história original também tenha um Drácula obcecado e apaixonado por Mina Harker, a reencarnação de sua Elisabeta, o filme de Luc Besson traz uma relação ainda mais romântica e trágica do que a original. Aqui, o vampiro também se envolve com muitas mulheres ao longo das décadas, mas nenhuma é capaz de diminuir seu sofrimento.
No filme de Luc Besson, a história de Drácula e Elisabeta/Mina começa muitos anos antes de Jonathan Harker chegar ao castelo do Conde. Logo no início do filme, vemos o príncipe Vlad e Elisabeta vivendo felizes um romance até os soldados do reino chegarem para levar o príncipe a uma das batalhas mais difíceis da guerra que acontecia na época. Antes da luta, Vlad implora ao padre do reino que fale com Deus e poupe a vida de Elisabeta, mas, infelizmente, ela morre em uma emboscada. Revoltado, Vlad mata o padre e renega a figura de Deus em uma das cenas mais impactantes do filme.
Ao negar a figura divina, Vlad é condenado à vida eterna sem sua amada, tornando-se um vampiro. Assim, ele passa décadas buscando pela reencarnação de Elisabeta, reencontrando-a, enfim, na visita de Jonathan a seu castelo. Agora, ele precisará lutar para conquistar Mina, que não o conhece e é apaixonada por outro.
Além do Drácula apaixonado, outro personagem diferente nesta versão é o do caçador de vampiros Van Helsing, aqui representado como um padre interpretado por Christoph Waltz (Bastardos Inglórios, Django Livre) e a mudança faz total sentido, já que Drácula, neste filme, era um servo da religião, lutando em uma guerra em nome da Igreja, até a renegar completamente.
Afinal, o Drácula de Luc Besson é um bom filme?
Assim como todos que se arriscam a adaptar um clássico, Luc Besson merece palmas pela ousadia em mostrar um novo ponto de vista para a história. O filme também tem cenas bem marcantes e o figurino de Drácula velho em seu castelo pareceu uma homenagem ao da cultuada versão de Coppolla de 1992, porém a trama de Drácula – Uma História de Amor Eterno acaba se perdendo entre o tom ultrarromântico, o horror e a visível vontade do diretor em tirar algo cômico de uma história em que a comédia tem pouquíssimo espaço, com o padre cheio de frases de efeito irônicas e Jonathan sendo um advogado atrapalhado e desatento.
Caso esteja em busca de um romance, vale a pena, mas não vá esperando um grande filme de terror. Nota 6/10.
Assista ao trailer e confira o filme nos cinemas a partir de 7 agosto.



