
Madame Salame (Divulgação)
Recentemente, postamos aqui uma lista com novos nomes do rock internacional, agora, antes que o mês do rock acabe, chegou a vez do rock nacional dar as caras por aqui em uma lista com bandas que você vai curtir, incluir nas suas playlists e, claro, ir aos shows, que é o mais importante!
Do slowcore ao new metal e do indie ao hardcore melódico, passando pelo punk e o ska, se liga nas nossas dicas com 13 nomes (afinal, o dia do rock foi dia 13 de julho!) do rock nacional que você precisa conhecer!
13 bandas de rock nacional para ouvir agora!
1 – Cigarro Mata

Formada por João Marcelo Prevedel (vocais e guitarra), João Victhor Farias (bateria) e Luiz(zito) Fernando (baixo), a banda paranaense Cigarro Mata, antes conhecida como Oversong, lançou seu EP CRÄMU, no início do ano, que, segundo a banda, marca uma nova fase em sua trajetória, mais pesada e visceral, com um som fortemente influenciado por bandas como Queens of the Stone Age e All Them Witches. Uma das grandes surpresas do rock nacional em 2025 aqui pro Musicult!
2 – DOZZ

Falando em som pesado e visceral, a DOZZ é de Vila Velha/ES, e mistura riffs pesados e melodias marcantes com letras bem profundas. As influências da banda vão do stoner ao indie, e o grupo, formado por João Depoli, Carlos Henrique Loureiro e Thiago Stein reforçam por meio do DIY que a banda entrega desde o começo um rock direto, intenso e humano, daqueles que não pedem licença pra entrar, como tem que ser.
3 – Madame Salame (capa)
“Madame Salame é som animado para um povo animado”. É assim que o power trio carioca, formado por Hanna Halm, Lety Lopes e Juliana Marques, se define. Mas, apesar de se definirem como animados, há espaço para os corações tristes no primeiro EP do grupo, homônimo, lançado pela Efusiva Records, que reúne cinco faixas que renovam o indie rock nacional com autenticidade, brasilidade e influências dos anos 90. Com uma sonoridade crua, dançante e por vezes melancólica, o disco transita entre o espontâneo e o poético, abordando temas como frustrações cotidianas, futebol e homenagens a artistas marcantes, como na faixa final dedicada à grafiteira Dâmaris Felzke. O nome irreverente da banda e sua proposta despretensiosa refletem um espírito criativo e pop que valoriza o absurdo, a leveza e a honestidade de quem faz música para sentir, pensar e dançar. Tudo ao mesmo tempo.
4 – guandu

Representando o slowcore nessa lista, o trio guandu, formado por cleozinhu, Caique Lima e João Corte, lançou o seu álbum de estreia, NO-FI em maio deste ano, levando ao limite o conceito de gravação lo-fi ao utilizar uma Tascam 4-track e fita cassete para criar uma atmosfera etérea, melancólica e urbana. Com guitarras distorcidas, beats influenciados pelo hip hop e letras nostálgicas, o disco consolida a identidade do trio no cenário underground brasileiro, e há até uma versão experimental de “Morrer”, do Ratos de Porão, entre as faixas.
5 – Corra!

Corra! é um power trio paulistano que mistura a crueza do garage rock com o peso melódico do post-grunge, com influências que vão de The Vines e The Subways a Alice in Chains e Stone Temple Pilots. Apostando em riffs orgânicos, vocais intensos e letras que abordam conflitos pessoais, crítica social e a urgência da vida moderna, a banda lançou o primeiro EP este ano e conta que o nome da banda simboliza a corrida por propósito, identidade e sentido, não por imposição, mas por escolhas que realmente importam.
6 – Kobracaio e os Vida Cobra

De Brasília, Kobracaio e os Vida Cobra é o projeto de Caiasso, que comanda os vocais, e é um dos nomes mais sinceros e explosivos do rock nacional atual. Com um som cru e direto, é o nome mais punk dessa lista, mas não é 100% punk, pois há algumas músicas mais melódicas… Pra entender, só ouvindo as músicas, que têm letras sobre cotidiano, críticas sociais e sentimentos, com destaque para o novo EP, lançado em junho deste ano, Superficial.
8 – Véspera

Para os fãs de indie com brasilidades, a Véspera é o nome perfeito. Com um som que nos remete a Los Hermanos, a banda, formada por Igor Barbosa, Luiz de Souza, Victor Barbosa e Vitor Ornelas, entra em uma nova fase com o disco Nada Será Como Antes, lançado em junho deste ano e que une rock alternativo e MPB em letras sobre perdas, permanências e recomeços.
9 – Sobre a Noite de Ontem

Um dos nomes mais novos dessa lista, Sobre a Noite de Ontem foi formada em 2024 no Guarujá, litoral de São Paulo e tem dois singles lançados. E os dois deixam aquela vontade de ouvirmos mais da banda. O mais recente, “Distante”, traz riffs mais pesados que seu antecessor, mas mantém a marca registrada do grupo: vocais suaves e introspectivos inspirados no shoegaze, com influência de bandas como Deftones, Whirr e Terraplana. E a letra é bem profunda, abordando a sensação de estar mentalmente ausente, refletindo experiências comuns entre pessoas com TDAH ou TEA.
9 – Homeninvisível

Com o mais recente single, navalhas, a homeninvisível inicia uma nova fase. É uma faixa intensa que mistura o peso do post-hardcore com nuances de emo e ecos shoegaze, abordando temas como dor, isolamento e a busca por cura interior. A música antecipa o próximo EP e reafirma a proposta provocadora da banda, conhecida pelo estilo DIY e sua sonoridade difícil de rotular, mas que agrada aos ouvidos dos punks, emos e fãs de hardcore no geral.
10 – FLOR ET

Uma das bandas mais difíceis de rotular, a FLOR ET é rock, mas é fortemente influenciada por outros estilos, como ska e música brasileira. Eles mesmo se definem como “arte libertária”, já que se permitem explorar diferentes sonoridades, sempre reverenciando a musicalidade brasileira, somando peso e potência, com letras urgentes, estética vibrante e tropicalismo punkeado.
Em fase de pré-lançamento do segundo disco, BRAZAPUNK, a FLOR ET fez uma turnê e agora divulga seu novo single, “O Corre”, que dá um gostinho da potência sonora do disco que vem aí em setembro.
11 – LILHOUSE

LILHOUSE é uma banda paulistana de rock alternativo formada em 2023, por Felipe Campos (Voz / Guitarra), Guilherme Andrietta (Guitarra / Synths/ Teclados), Daniel Gualassi (Baixo) e Rodrigo Medea (Bateria), que depois do EP de 2024, lança “Fora do lugar”, uma composição que captura as nuances emocionais de relacionamentos conturbados e a busca por equilíbrio em tempos de crise. A banda é perfeita para os fãs de hardcore melódico com refrão pra cantar junto e batidas rápidas.
12 – Sunset Collectors

A Sunset Collectors também é para os fãs de hardcore melódico, e lançou seu single mais significativo até o momento, “Para Sempre Juntos”, uma homenagem sensível à relação entre pais, mães e filhos(as), especialmente no contexto do autismo. Com letra tocante e sonoridade visceral, a música celebra o afeto incondicional, a empatia e a aceitação, reforçando o poder transformador do amor diante do preconceito. Formado em Osasco entre 2022 e 2023, o quinteto composto por Diego Leal, Moisés Costa, Felipe Elesbão, Danillo Silva e Henrique Lima, surgiu durante a pandemia com o desejo de expressar autenticidade e resistência por meio da música, com influências que vão de Face to Face a Garage Fuzz.
13 – Minerva

A Minerva é um nome fundamental para quem busca um pop punk nacional autêntico. De Fortaleza, a banda combina riffs enérgicos e melodias pop punk calcadas na nostalgia dos anos 2000, resgatando influências de Blink‑182, Green Day e rock nacional. A banda, inclusive, já apareceu por aqui em uma lista de lançamentos de pop punk, quando lançou o disco Aurora, em 2023, com 7 faixas e participações de Rodrigo Koala, do Hateen, e Rodrigo Lima, do Dead Fish.
Nesse mesmo ano, a banda lançou o single “Não Aprendi a me importar” e movimentou a cena underground. Agora, eles estão de volta aos lançamentos com “Coach Desempregado (Todos só querem lacrar)”, single divulgado neste mês, que aborda o vazio de muitos pseudocriadores na internet.



