
Frank-Einstein (Divulgação)
Um dia citei o Frank-Einstein, banda de punk rock da Alemanha, em uma lista de bandas que vocês deveriam conhecer. Se você não me deu atenção naquela época, sinto muito, pois perdeu os singles seguintes da banda, que eram igualmente bons a “Dolphin Trainer”, que citei na lista. Mas, nunca é tarde para reparar um erro e aqui está sua chance de conhecer essa banda que vai do grunge ao punk em letras que vão do humor ácido e autodepreciativo a refrões melódicos e que em maio lançou o EP “Broken Hearts are for assholes”, um excelente título, por sinal.
Corações partidos são para idiotas?
Composto por 6 músicas, “Broken heart are for assholes” começa com uma música densa e mais melódica, “I don’t believe”, cuja sonoridade nos leva a Bad Religion, mas um pouco de Queens of the Stone Age, com o vocal denso que afirma não acreditar em milagres e expõe seus medos e ansiedades. É uma das músicas mais sérias do disco e que casa com “Let me Sleep”, outra música mais melódica e sobre uma busca por paz de espírito.
Já “Dolphin Trainer” é mais divertida melodicamente, bem mais pop punk que suas antecessoras e, apesar da letra ser sobre uma decepção amorosa, a indignação do eu-lírico com o fato de seu rival ser um treinador de golfinhos traz uma certa leveza para o EP.
“For a friend” é um retorno aos temas mais complexos do EP e como o nome diz é para um amigo. É aquela música que nos faz questionar se não vale a pena mandar aquela mensagem que ficou faltando ou chamar aquele amigo com quem nos desentendemos pra sair e conversar, em uma letra que vai se tornando mais triste conforme chegamos ao refrão, nos confrontando com momentos de solidão na vida moderna.
Com mais de 6 minutos, “Ecce Homo” é a maior música do álbum que se afasta do punk na sonoridade, sendo quase um single de metal perdido ali no EP: tem solos de guitarra e vocais bem melódicos, além de passear entre diferentes tons. É uma “Jesus of Suburbia” ou “One” da Frank-Einstein.
Fechando o EP, a música título prometia no título, ao menos pra mim, uma atmosfera divertida e sarcástica não só na letra, mas em uma melodia mais pop punk, meio Blink-182 e Offspring, mas é, ao contrário, uma balada. A ironia está justamente aí: um título engraçadinho para uma das letras mais tristes do disco.
Se interessou? Ouça o álbum na sua plataforma favorita e siga a Frank-Einstein nas redes sociais da banda.



