
ursamenor (créditos: Ana Negro)
Do emo ao punk, passando pelo shoegaze, screamo e new metal, a cena alternativa nacional segue se reinventando, misturando referências, experimentando sonoridades e revelando novos nomes. De bandas que resgatam a nostalgia dos anos 2000 a projetos que exploram caminhos mais experimentais e pessoais, reunimos 10 bandas brasileiras que merecem entrar no seu radar e que mostram a diversidade e a força do underground nacional.
10 bandas nacionais de emo, punk, shoegaze, screamo e new metal pra você conhecer
HISS

A HISS é uma banda de Uberlândia (MG) formada por Herison Borges (vocal e guitarra), Leonardo Mendes (baixo), João Felipe Prestes (guitarra) e Michel Fagner (bateria), todos com trajetórias anteriores na cena underground da cidade. Transitando entre screamo, post-hardcore e post-rock, a banda lançou em março de 2026 This Exhaustion Is Not Ours!.
Pra quem gosta de: State Faults, Frail Body e Atreyu.
INURIA

A Inuria surgiu em 2024 com a proposta de resgatar e reinventar o hardcore melódico brasileiro dos anos 2000. A banda combina velocidade, melancolia e fortes linhas de synth com elementos dançantes e influências de metalcore, criando uma sonoridade própria em meio à atual cena emo e alternativa. Formada por amigos de infância, a Inuria reúne Mandy (vocal), Ric e Mikha (guitarras), Migz (baixo), Barros (teclado) e Davi Uchiha (bateria).
Em janeiro, a banda lançou suas primeiras músicas e prepara o lançamento de um EP. Nas letras, a Inuria transforma frustrações amorosas, experiências pessoais e reflexões sobre a entrada na vida adulta em canções marcadas por dúvidas, intensidade e melancolia.
Pra quem gosta de: Fresno, My Chemical Romance, The Used e Paramore.
MÃES CATÓLICAS

De Taubaté, SP, a Mães Católicas existe desde 2021 e reúne influências do rock alternativo e do ska punk, se autointitulando “caipiracore”.
Formada por Matheus Koji (guitarra e vocal), Otavio Vassão (guitarra e vocal), Matheus Telini (baixo e vocal) e Vitor Barbosa (bateria e vocal) – sim, todos são vocalistas! -, a banda lançou em abril de 2026 o segundo disco de sua carreira: Tem alguma coisa acontecendo que contém 16 faixas gravadas ao vivo, tornando a sonoridade mais crua e eufórica enquanto as letras passam por temas como excesso de informação e problemas do cotidiano de forma divertida.
Pra quem gosta de: Los Hermanos, Beach Boys e Os Paralamas do Sucesso
KARMA CHORD

Formada em 2023, a Karma Chord combina a agressividade do hardcore com a sensibilidade do post-hardcore melódico. Em maio de 2026, a banda lançou seu primeiro EP, Submerso, que aposta em uma estética sonora orgânica e visceral. As faixas trazem baterias dinâmicas, guitarras texturizadas e linhas de baixo pulsantes, servindo de base para letras confessionais. A obra propõe um mergulho interior e reflexivo, buscando uma fuga do ruído externo em meio ao mundo hiperconectado em que vivemos.
Pra quem gosta de: Samiam, Seaweed, Title Fight e Citizen.
PONTO CEGO

A Ponto Cego é uma banda de Mogi Guaçu (SP) que começou a se formar em 2021 e, após diferentes recomeços, consolidou em 2026 sua atual formação, com Harry (vocal), Vermeio (guitarra e voz), Pedrinho (guitarra), Cesinha (baixo) e Gui (bateria). Inicialmente influenciado por hardcore melódico, emo e pop punk, o grupo ampliou suas referências para o rock progressivo, indie rock e hard rock, além de se dedicar à produção autoral, e o primeiro resultado dessa nova fase é “Náufrago”, single lançado em julho deste ano e que aborda o sofrimento silencioso de alguém que chega ao limite sem deixar que as pessoas ao redor percebam, explorando sentimentos de culpa, insuficiência e isolamento.
Pra quem gosta de: Fresno, Hateen e Dead Fish
URSAMENOR

A ursamenor é um trio mineiro formado por Mariana Coura, Camila Silva e Iara Dias, que combina influências de shoegaze, dreampop e emo em canções marcadas pela introspecção e pela vulnerabilidade. A banda surgiu a partir de composições que Mariana e Camila desenvolviam antes mesmo de se conhecerem e encontrou no trio uma forma de transformar inquietações individuais em uma narrativa coletiva sobre identidade, relações e a monotonia da rotina.
Em julho de 2026, a ursamenor lançou quero ir pra casa, seu primeiro EP, com cinco faixas que exploram a nostalgia, a sensação de não pertencimento e a busca por um lugar simbólico de conforto. O trabalho parte da ideia de “ir para casa” não como um retorno a um lugar concreto, mas como a tentativa de inventar um espaço possível para existir em meio ao caos cotidiano.
Pra quem gosta de: terraplana, Las fin del mundo e The Strokes.
DENNEHY

Formada em Brasília em 2017, a Dennehy combina emo, metalcore, nu metal, eletrônico, hyperpop e trap para atualizar a sonoridade emo nacional. O quarteto construiu sua identidade a partir da mistura de referências e chega a uma nova fase com um som ainda mais pesado e eletrônico: DÜO, segundo álbum da banda. Com 15 faixas, incluindo quatro singles lançados anteriormente, o disco é resultado de um processo coletivo e reúne tudo o que a Dennehy desenvolveu ao longo de sua trajetória, ampliando a mistura entre gêneros que faz de seu som um dos mais autênticos da cena atual.
Pra quem gosta de: My Chemical Romance, Bring me the horizon e Paramore.
JONABUG

A jonabug é uma banda independente do interior de São Paulo que mistura referências dos anos 1990 a uma sonoridade alternativa contemporânea, transitando por influências de shoegaze, emo e rock alternativo. Formada por Marília Jonas (guitarra e vocais), Dennis Felipe (baixo), Samuel Berardo (bateria) e Thales Leite (guitarra), a banda ganhou destaque com o álbum três tigres tristes (2025), que chegou a receber uma edição em vinil e levou o grupo ao line-up do Lollapalooza Brasil em 2026.
Agora, a jonabug apresenta torpor, EP de quatro faixas lançado pelo selo +um HITS. O trabalho reflete as transformações pessoais e profissionais vividas pela banda após o primeiro álbum e associa a ideia de torpor à música como forma de lidar com mudanças difíceis.
Pra quem gosta de: My Bloody Valentine, Lush e Ludovic.
MAGNÓLIA

A magnólia é uma banda paulistana que mistura bedroom screamo, emo, post-hardcore e indie folk, transitando entre delicadeza melódica e momentos de grande intensidade. Surgido em 2021 como projeto solo de Caru Frascaroli, o grupo se tornou uma banda completa com Fábio Shiguemori, Davi Scarpa, Luccas Leme e Maya Soares, e construiu uma trajetória marcada pelo chamado “screamo fofo”, além de uma atuação voltada ao acolhimento e à diversidade na cena independente.
Em 2026, a magnólia apresenta ternura e violência, seu quarto álbum, produzido por Alexandre Capilé e Gabriel Zander no Estúdio Costella. O disco explora a coexistência de sentimentos e referências opostas, alternando passagens melódicas e delicadas com vocais screamo, guitarras pesadas e ritmos mais agressivos em letras que transformam temas como amor, nostalgia, identidade, vulnerabilidade e as contradições da vida em uma sonoridade simultaneamente calorosa e feroz.
Pra quem gosta de: Orchid, Circa Survive e Teen Suicide.
BURST INTO FIRE

Formada em 2019, em São José dos Campos (SP), a Burst Into Fire é uma banda de nu-metalcore que reúne Raphael Andrade (voz), Felipe Rinke (guitarra), Cesar Pelogia (baixo) e Felipe Souza (bateria). Após lançar o EP Heart of Ashes (2019) e o álbum Chimera (2021), o quarteto iniciou uma nova fase, ampliando suas referências e incorporando elementos eletrônicos à agressividade do metalcore. E essa nova identidade ganha forma em “Noob Saibot”, single que abre caminho para um próximo EP que sairá em breve.
Pra quem gosta de: Bad Omens, Bring Me The Horizon e Linkin Park.



