
The Strokes (Foto: Jason McDonald / Divulgação)
No último dia 24, 6 dias antes do aniversário do clássico Is This It, que faz 25 anos hoje, os The Strokes lançaram Reality Awaits, seu 8º álbum e, para o bem ou para o mal, entre uso de autotune e brigas com jornalistas musicais, eles continuam sendo uma das bandas mais discutidas do rock.
E se julho de 2026 está sendo um mês especial para os fãs dos Strokes, principalmente para nós, brasileiros, que os veremos em dezembro no Primavera Sound São Paulo, decidi rankear os discos da banda do pior ao melhor.
E eu tenho lugar de fala, estou aqui desde Last Nite.
Todos os discos do The Strokes: do pior ao melhor
7. Reality Awaits (2026)

Assim como a recepção dos dois singles prévios, “Going Shopping”, que nos deixou animados, e “Falling Out of Love”, que nos deixou desanimados, Reality Awaits inteiro é dúbio.
Podemos parabenizar a banda por fazer algo totalmente diferente? Sim. Podemos elogiar o uso quase excessivo de autotunes? Não.
Polemizando pela experimentação, pela quantidade de The Voidz (projeto solo de Julian Casablancas) no meio das músicas dos Strokes e pela crítica em forma de música ao crítico Fantano, o disco não foi bem recebido pela maioria dos fãs, mas recebeu críticas positivas, ganhando uma nota maior do que o The New Abnormal na Pitchfork, por exemplo.
Não sei se futuramente Reality Awaits vai ser mais querido entre nós, fãs, mas, por enquanto, é o disco que menos nos dá vontade de ouvir repetidamente.
6. Angles (2011)

Angles nasceu de um processo de gravação conturbado, depois de um hiato e com a colaboração ativa de todos os integrantes nas composições, e esse caos aparece no resultado final.
Há ótimas ideias espalhadas pelo álbum, como “Machu Pichu”, “Under Cover of Darkness” e “Taken for a Fool”, mas elas não formam um conjunto coeso e o resultado final é um disco quase esquecível.
5. Comedown Machine (2013)

Será que o Reality Awaits terá sua redenção no futuro como aconteceu com o Comedown Machine?
Durante anos foi tratado como um disco menor, esquisito, o patinho feio da discografia, mas hoje, muita gente vê como uma das obras mais interessantes dos Strokes, onde eles abraçaram o synth-pop, new wave e melodias mais vulneráveis.
“One Way Trigger” causa estranhamento até hoje? Sim. Mas é uma música muito divertida. E é aqui que temos “Call It Fate, Call It Karma”, um hino.
4. First Impressions of Earth (2005)

Muita gente abandonou os Strokes depois desse terceiro disco. Ele é realmente uma obra bem diferente de seus antecessores e sofre um pouco por ser um disco longo e de músicas meio desconexas, como o Angles.
Ainda assim, foi o primeiro passo dos Strokes em mostrar ao mundo que eles não seguiriam sempre a mesma fórmula e estavam dispostos a ousar e usar guitarras mais pesadas. E, nesse caso, deu certo, pois o álbum tem algumas de suas músicas mais marcantes: “You Only Live Once”, “Heart in a Cage”, “Juicebox” e “Razorblade”
3. The New Abnormal (2020)

Se os três primeiros discos formassem um trisal e tivessem um filho, ele seria o The New Abnormal.
Com produção de Rick Rubin, os Strokes entregaram seu álbum mais melancólico e maduro que funcionou, na época, como um abraço quentinho aos fãs durante a pandemia. A sequência final do disco é especialmente forte, culminando em “Ode to the Mets”, uma das canções mais emocionais de Julian Casablancas.
2. Is This It (2001)

Ok, talvez eu seja polêmica por colocar o clássico absoluto do rock dos anos 2000 em segundo, mas essa lista é um pouco de análise crítica, um pouco de gosto pessoal.
Com apenas 36 minutos, o disco redefiniu o rock de guitarras do início dos anos 2000 sem desperdiçar um segundo e abriu as portas para uma das últimas grandes cenas do rock no mainstream.
Admita, você queria ser ou namorar Julian Casablancas em 2001!
1. Room on Fire (2003)

Maldição do segundo álbum? Aqui não! Em Room on Fire, a banda aperfeiçoou a fórmula que os levou ao topo.
Na época teve quem dissesse que era “mais do mesmo”? Sim, mas hoje, a crítica praticamente reabilitou o disco. E ele merece essa aclamação toda mesmo.
As guitarras são mais inventivas, os refrões mais fortes e a banda soa mais segura do que no debut.
“Reptilia”, “Automatic Stop”, “12:51”, “Under Control” e “The End Has No End” (a melhor música dos Strokes de todos os tempos). Preciso falar mais alguma coisa?



