
Março passou e com ele mais lançamentos musicais de 2026. De SLAYYYTER, RAYE, BTS e Ca7riel & Paco Amoroso até nomes do cenário alternativo nacional, confira os lançamentos do último mês que você não pode deixar de ouvir!
Não deixe passar: resumão de março de 2026
Álbuns e EPs
BTS – ARIRANG
O disco mais esperado do ano, ARIRANG é o quinto disco do BTS, o primeiro desde que o grupo entrou em hiato há 3 anos para o serviço militar e projetos solos dos integrantes. E o retorno foi grandioso como o esperado: inspirada na tradicional canção coreana “Arirang”, símbolo de saudade, distância e resiliência, o grupo retornando às origens e constrói, em 14 faixas, um retrato de sua trajetória e evolução, abordando temas como crescimento, liberdade, autenticidade e paixão e reverenciando a cultura coreana não só no título, mas também na faixa No. 29 que traz o som do Sino Divino do Rei Seongdeok e divide o disco em duas partes.
Ca7riel & Paco Amoroso – Free Spirits

Mais um lançamento cheio de significados com uma narrativa muito bem definida, Free Spirits é um retrato bem humorado de como dois músicos criativos alcançaram o sucesso e não souberam lidar bem com o mercado, a fama e o dinheiro.
O álbum chega após uma campanha surreal que incluiu “Goo Goo Ga Ga”, com participação de Jack Black, e “Hasta Jesús Tuvo Un Mal Día”, com Sting, que foi revelado como o arquiteto improvável do misterioso FREE SPIRITS Center, um retiro holístico fictício que serviu como pano de fundo conceitual para o lançamento do álbum. Ao longo do projeto, CA7RIEL, Paco e seus convidados, Sting, Jack Black, Fred again.. e Anderson .Paak, passam pelas “terapias” do centro para canalizar a morte do ego, absurdo, auto confronto e clareza conquistada a duras penas, resultando em uma obra que é ao mesmo tempo divertida, intensa e surpreendentemente reveladora.
SLAYYYTER – Wor$t Girl in America

Confirmada no Zig Festival em outubro de 2026, a rainha do ultrapop SLAYYYTER lançou WOR$T GIRL IN AMERICA, disco que marca uma fase mais autêntica, introspectiva e crua da cantora, que revisita suas origens e influências para criar um álbum que equilibra vulnerabilidade e atitude. O disco começa com uma energia crescente e provocativa, passa por momentos de intensidade e sensibilidade, e culmina em um desfecho que mistura humor, dor e reflexão sobre vida e morte.
Melanie Martinez – HADES

“Comecei este novo projeto achando que estava escrevendo uma distopia futurista, mas percebi que estava apenas documentando o mundo em que já vivemos.”, contou Melanie Martinez sobre seu 4º álbum, HADES, que apresenta um retrato crítico e sensível da vida contemporânea, explorando temas como identidade, redes sociais, inteligência artificial e a distorção da percepção de beleza.
RAYE – THIS MUSIC MAY CONTAIN HOPE

Depois de lançar uma das melhores músicas de 2025, RAYE juntou “Where is my husband?” a outras faixas grandiosas de seu novo disco.
Dividido em quatro “estações”, THIS MUSIC MAY CONTAIN HOPE se desenrola como uma jornada sonora que transita da escuridão à luz, refletindo diferentes fases emocionais. Em um trabalho ambicioso e profundamente pessoal, RAYE transforma experiências como desilusões, inseguranças e conflitos internos em uma narrativa cinematográfica sobre resiliência e renovação. Como a própria artista resume, “A música é um remédio, eu sempre disse isso. Acho que estou no processo de criar um remédio para mim mesma que eu possa compartilhar com o mundo. Quero que todos nós possamos dizer a nós mesmos que vai ficar tudo bem e que vou confiar nas sementes que plantei sob a neve. Eu queria criar algo que fosse um abraço, uma cama ou um lugar acolhedor para quem precisa disso.”
Getúlio Abelha – Autópsia+

Autópsia+ expande o universo dos últimos lançamentos de Getúlio Abelha ao adicionar faixas inéditas que aprofundam uma narrativa marcada por perdas, relações desgastadas e emoções em colapso. Misturando forró com gêneros como punk, rock, jazz e psicodelia, o artista mantém o ritmo nordestino como eixo central enquanto experimenta sonoridades e registros vocais diversos. Com letras que exploram imagens de corpo e decomposição para refletir conflitos internos, o disco alterna ironia, confronto e vulnerabilidade, consolidando sua proposta inovadora dentro do forró LGBTQIA+ e da música brasileira contemporânea, além de reforçar sua identidade performática e audiovisual.
Robyn – Sexistential

“Sexistential”, novo álbum da Robyn, marca seu retorno após oito anos com um projeto vibrante e emocionalmente intenso que resgata a energia pop de sua fase “Body Talk”. Com nove faixas, o disco mistura sensações de êxtase e introspecção, explorando temas como prazer, sensualidade e identidade. Coproduzido com Klas Åhlund e com parcerias com Max Martin, o álbum combina sofisticação pop e profundidade emocional, traduzindo a busca de Robyn por se manter sensível, conectada e criativamente viva.
Fcukers – Ö

Confirmado como abertura dos shows do Harry Styles no Brasil, o duo Fcukers lança seu disco de estreia que apresenta uma sonoridade explosiva e enérgica que captura a atmosfera caótica e vibrante de suas performances ao vivo. Produzido por Kenny Beats e com colaborações de Dylan Brady, o disco reúne faixas intensas voltadas para a pista de dança, refletindo os altos e baixos de uma noite imersiva no universo da banda.
Letrux – SadSexySillySongs

“SadSexySillySongs”, quarto álbum de Letrux, nasce como um conceito que guia toda a criação do disco, dividido entre atmosferas “sad”, “sexy” e “silly” em 12 faixas que transitam entre pop, rock e MPB. Marcando seu retorno após três anos, o projeto combina a ideia inicial de minimalismo, com base em voz e violão, a experimentações que incluem elementos eletrônicos, parcerias diversas e composições antigas e inéditas. Com produção de Thiago Rebello, o álbum equilibra intimidade, humor e sensualidade, refletindo um processo criativo colaborativo e lúdico, ao mesmo tempo em que reafirma a proposta artística de Letrux de fazer música como forma de expressão pessoal.
quedalivre – seres urbanos

“seres urbanos”, da banda quedalivre, é um álbum que sintetiza o primeiro ano do grupo, reunindo desde composições iniciais até faixas mais maduras e funcionando como extensão e fechamento do ciclo iniciado no EP anterior. Com uma sonoridade que mistura shoegaze e metal alternativo, o disco transita entre o etéreo e o pesado, explorando sentimentos ambíguos e experimentações sonoras. As músicas abordam temas ligados à psicologia, filosofia e vida urbana, refletindo sobre a relação entre indivíduo e ambiente e conduzindo o ouvinte a uma experiência introspectiva e sensorial.
Marina Lima – Ópera Grunkie

“Ópera Grunkie”, novo álbum de Marina Lima, integra as celebrações de seus 70 anos e apresenta um projeto conceitual dividido em três atos, reunindo composições inéditas e colaborações marcantes. Com produção da própria artista, o disco explora a ideia dos “grunkies”, sua tribo criativa, e combina música, poesia e experimentação, incluindo participações de nomes como Adriana Calcanhotto, Ana Frango Elétrico e Laura Diaz, além de vozes como Fernanda Montenegro e Mano Brown.
Harry Styles – Kiss All The Time. Disco, Occasionally

O quarto álbum de estúdio de Harry Styles marca seu retorno após o sucesso de Harry’s House e apresenta um projeto pop com 12 faixas que exploram novas sonoridades e atmosferas. Escrito pelo artista e com produção executiva de Kid Harpoon, o disco inclui o single de destaque “Aperture” e uma nova cara para as músicas pop de Harry, masi experimentais e menos pop radiofônico.
Singles
Anônimos Anônimos – Do Banco de Trás para a Direção
Segundo single que antecipa o álbum Acabou Sorrire apresenta uma sonoridade mais melódica da Anônimos, inspirada no dream pop e indie de bandas como Turnover e Beach Fossils. A faixa aborda o amadurecimento e a passagem do tempo, usando a metáfora de sair do “banco de trás” para assumir a direção da própria vida.
Suki Waterhouse – Back in Love
“Back in Love”, novo single da Suki Waterhouse, marca o início de sua fase na Island Records com uma faixa que mistura influências do rock dos anos 70 e da psicodelia dos anos 90. Com instrumentação expansiva e um clima esperançoso, o single é acompanhado por um videoclipe vibrante ambientado em um nightclub, reforçando a estética nostálgica e emocional dessa nova fase da artista.
DEADCAT – THE FAME
“THE FAME”, novo single de DEADCAT, antecipa o universo do álbum Goth Ranch ao explorar uma sonoridade mais eletrônica, intensa e sombria. Com um tom irônico, a faixa aborda a busca pela fama em contraste com experiências pessoais vividas em Londres, refletindo tensões entre ego, desejo e identidade. Resultado de um processo colaborativo, a música combina sintetizadores, batidas programadas e uma atmosfera urbana pulsante, consolidando a nova estética do projeto e ampliando o conceito apresentado no single anterior.
Julia Mestre – Afim de Verão
“Afim de Verão”, novo single de Julia Mestre, traz uma sonoridade mais contemporânea que flerta com o indie, sem abandonar sua já conhecida nostalgia. Inspirada pelo clima de fim de verão, a faixa mistura romance, desejo e leveza, funcionando como uma espécie de carta à estação e às paixões intensas que ela desperta. Mais íntima e pessoal, a música reflete um momento de redescoberta da artista, que busca se reconectar com sua essência após trabalhos anteriores mais conceituais e multifacetados.
RANCORE – UNHAS E DENTES
Em março, o RANCORE lançou mais dois singles do próximo disco, mas UNHAS E DENTES foi o preferido por aqui, que traz em sua sonoridade aspectos do punk rock 77, influenciado por bandas brasileiras como Cólera, Restos de Nada, Flicts, Olho Seco, Os Excluídos mesclando com o post-hardcore e o duelo de guitarras que consagrou a banda. Já a letra traz algo inusitado pro estilo: uma mistura de egrégoras filosóficas e espirituais.
Sutil Modelo Novo – ABOBRINHA
“ABOBRINHA”, novo single da Sutil Modelo Novo, tem influências que vão do J-rock ao midwest emo e indie, e aborda o fim de um relacionamento sob uma perspectiva de aceitação, transformando a dor em memória e aprendizado. Ao equilibrar intensidade sonora e sensibilidade lírica, a música marca a transição da banda para uma estética mais direta e emocionalmente honesta.
Anitta – Pinterest
Samba leve que ganhou versão em português e em espanhol, o single foi lançado no A COLORS SHOW e é uma carta de amor pra si mesma e para quem se ama. “A música narra esse momento de amorzinho que é leve, gostoso e surpreendente. Mas que só é possível quando a gente tá em paz consigo mesmo”, reflete Anitta, que coassina a composição.
Bebe Rexha – New Religion
Um hit pop pra se jogar na pista, é uma carta de amor à música. Bebe conta: “New Religion’ é realmente a minha salvação na pista de dança. A música fala sobre se entregar e se perder na música. Eu estava em um lugar difícil quando a escrevi e percebi que a música sempre foi a única coisa que nunca me abandonou. Ela sempre esteve ao meu lado, mesmo em uma indústria difícil e em um mundo pesado. Eu queria escrever uma carta de amor para a própria música. Quando o grave entra, você sente no peito e, de repente, se sente vivo novamente. É disso que essa música trata para mim.”



