
The Maggots, um tributo ao Slipknot, fez um dos melhores shows do domingo. Foto: Marlon Alves
Um ano após ter atingido a lotação máxima da concha acústica do Centro de Cultura Camillo de Jesus Lima, em Vitória da Conquista, o Point do Rock, festival independente de música da cidade, realizado por Rafael Leandro e Osniel Costa, seguiu apostando alto e manteve o nível em 2026.
Mais de 2 mil pessoas estiveram presentes e curtiram os shows de Dead Fish, Project46, Fuck The System e outras nove bandas locais.
Acompanhe a seguir um resumo de tudo o que rolou no domingo, o último dia do festival.
Point do Rock 2026: segundo dia de festival
Em um dia dominado pelo Nu Metal, a Minerva iniciou os trabalhos fazendo um tributo às bandas Deftones e Limp Bizkit. Em sua estreia, o grupo montou um repertório que equilibrou clássicos de ambos, como “Rollin’”, “Break Stuff” e “Be Quiet and Drive”, segurando a atenção do público, que chegou mais cedo do que no dia anterior e parecia estar ainda mais animado.
Não foi nada comparado ao que o Limp fez no Woodstock, em 1999 (ainda bem), mas é inegável que foi uma apresentação frenética, praticamente sem pausas para respirar. Um destaque para o vocalista, Ilgnner Santiago, que além de ter um timbre vocal que combina bastante com o gênero, também soube conduzir quem estava ali acompanhando durante todo o show.

Conseguir manter ou até mesmo superar a energia depois do show da Minerva não era uma coisa fácil. Quem assumiu essa missão foi Carol Ivo, que jogou suas fichas em um repertório com muito tributo ao Linkin Park, desde os grandes clássicos até a fase atual do grupo, com as faixas “Heavy Is The Crown” e “The Emptiness Machine”, presentes no disco mais recente da banda, o “From Zero”, de 2024. Uma apresentação que com certeza despertou memórias de muitos fãs…
De volta ao Nu Metal no festival, a The Maggots, que faz tributo ao Slipknot, entregou um dos shows mais insanos de todo o Point do Rock. Com os trajes, máscaras e um repertório cheio de pancada, os caras fizeram uma energia absurda desde o início, com “People = Shit”, até o final, passando por grandes canções durante o caminho, a exemplo de “Dead Memories”, “Before I Forget” e “Psychosocial”. Para além dos palcos, os membros da banda foram muito atenciosos com o público (esse jornalista que vos escreve, por exemplo, conseguiu o par de baquetas que o baterista usou no show!), ganhando um respeito e um carinho especial, marcando seu nome na cena e com certeza abrindo novas portas a partir daqui.

Com canções autorais, a Signista, banda de Vitória da Conquista, seguiu segurando e aquecendo o público. Seguindo a proposta do festival, que é mesclar tributos com projetos originais, quem viu o The Maggots ficou para ver o quarteto conquistense, que conseguiu pegar uma casa praticamente cheia em sua apresentação com essa estratégia.
Abrindo para os headliners, o Fuck The System é o principal tributo brasileiro dedicado ao System Of A Down. E eles mostraram bem o porquê. Em mais ou menos uma hora de duração, foi uma pedrada atrás da outra: “B.Y.O.B”, “Psycho”, “Lonely Day”, “Suite-pee”, “Sugar”… dava para citar todas do repertório aqui, sem exagero. É uma loucura! O som é parecido, os caras são fisicamente parecidos, as vozes são parecidas… realmente um Tributo, com t maiúsculo. Um grande destaque é a interação e a conexão da banda com o público, que praticamente se tornaram uma só voz ecoando pelo Centro de Cultura.

Fechando a noite de domingo, a Project46, que já passou por festivais como Rock in Rio e Monsters of Rock, mostrou que não veio de SP para a Bahia a passeio. No setlist, os hits “Erro +55”, “Rédeas”, “Pode Pá” e “Pânico”, entre outras canções dos três discos de estúdio da banda: “Doa a Quem Doer”, de 2011, “Que Seja Feita a Nossa Vontade”, de 2014, e “TR3S”, lançado em 2017. Com um som feito para quem é apaixonado por Metal, o grupo encontrou o público certo para fazer a sua “sessão de descarrego”, como apelidam carinhosamente suas apresentações, encerrando a edição deste ano do Point do Rock com muito bate-cabeça.



