
Capa de Joyce Manor - I Used to Go To This Bar
Janeiro passou e com ele alguns lançamentos já deram o start em 2026. De Bruno Mars, Harry Styles, Marina Lima a Surfbort, Femcel e Joyce Manor.
Confira os lançamentos do último mês que você não pode deixar de ouvir!
Não deixe passar: resumão de janeiro
Joyce Manor – I used to go to this bar
Os emos envelheceram e, naturalmente, a nostalgia da juventude afeta as letras dos discos lançados hoje pelas bandas que continuaram. E I used to go to this bar, nostálgico desde o título, é o novo álbum do Joyce Manor, que equilibra guitarras distorcidas, bateria frenética e uma forte carga de nostalgia e melancolia, sem perder a conexão com o presente. Ao longo das faixas, a banda transita entre o punk rock explosivo de suas raízes e momentos mais introspectivos e delicados, abordando temas como repetição de ciclos, reflexão pessoal, amadurecimento e vulnerabilidade. Ouça na sua plataforma favorita.
YUNGBLUD ft. Smashing Pumpkins – Zombie
Uma já ótima música do YUNGBLUD ficou ainda mais soturna e melhor com a participação de Smashing Pumpkins. A parceria nasceu depois que YUNGBLUD conheceu Billy Corgan durante o show de despedida do Black Sabbath, mas Corgan descobriu YUNGBLUD ao assistir a um vídeo de uma performance ao vivo e imediatamente reconheceu seu potencial.
Bruno Mars – I Jus Might
Após anunciar o futuro disco The Romantic e uma turnê mundial, Bruno Mars lançou “I Just Might”. Muita gente acusou o músico de ser repetitivo, mas a música é divertida e, como a maioria das músicas de Bruninho, gruda o refrão na cabeça assim que ouvimos.
guandu – slow down/vc me disse
Após ser a banda de abertura do show do Codeine em São Paulo, em 2025, a guandu apresentou o single “slow down / vc me disse” no fim de janeiro de 2026, um relançamento dos dois primeiros registros do grupo em novo arranjo, agora em parceria com o artista curitibano Resp.
Supervão – Amores e Vícios da Geração Nostalgia (deluxe)
A Supervão lançou a edição deluxe de Amores e Vícios da Geração Nostalgia após um ano de circulação de um álbum que acabou se tornando central em sua trajetória. A edição especial retoma o disco a partir de novas leituras e colaborações, incluindo feats com OTTOPAPI e Carlinhos Carneiro, ampliando seu universo sem descaracterizar o trabalho original. Mais um caso nessa lista de algo que já era bom e ficou ainda melhor! Ouça na sua plataforma favorita.

Ryan Fideliz – Noir
O cantor Ryan Fidelis lançou o EP “Noir”, totalmente produzido por ele em seu home studio em Florianópolis em menos de uma semana! Ryan é uma das principais revelações do R&B brasileiro e conta que após “Erro Fatal”, single de Noir, as outras faixas surgiram: “Estava ouvindo muitas referências do neo soul, como D’Angelo e GIVĒON, quando compus ‘Erro Fatal’. A partir dela, tive a ideia para as demais faixas”. Ouça na sua plataforma favorita.

Harry Styles – Aperture
Janeiro foi um mês e tanto para as fãs de Harry Styles. Ele anunciou turnê mundial, disco novo para março e lançou o single “Aperture”.
Marina Lima – Olívia
“Olívia” é um reggaeton que antecede Ópera Grunkie, álbum que estreia no dia 24 de março. A faixa tem produção musical da artista com os amigos e colaboradores Arthur Kunz e Renato Gonçalves. Marina encontrou nas peripécias da macaca Olívia (@oliviamacacaoficial) a inspiração para a canção: “Fazendo bike, me deparei com uma postagem no Instagram sobre uma macaca chamada Olívia. A tutora dela comentava que Olívia não podia ser contrariada que começava a arrancar a roupa. Ri muito. Peguei este mote e comecei a compor. Chamei Renato e Arthur para criarmos o reggaeton e termos uma base pronta para pirar. Convidamos o ator e músico Pablo Morais (que vem a ser o inventor da palavra grunkie) para criar os diálogos juntos e Fabiana Kherlakian para temperar o molho. Aí vem Késsya Fernandes com a grande deixa. Deu no que deu“.
Kneecap – Liars Tale
Se alguém foi louco o bastante para achar que o KNEECAP iria ceder à pressão exercida pelo establishment político britânico, basta ouvir “Liars Tale”. Essa faixa explosiva de punk-rave estraçalha as tentativas de silenciar e suprimir o movimento do Kneecap. Os alvos são os conservadores e a música confronta diretamente o absurdo de políticos atacando artistas, tudo guiado por um riff com pegada de rock oitentista, revitalizado pelo caos do rave-punk.
Rolimã – Dos dias nublados que me perdi pensando na vida
A Rolimã segue apresentando as diferentes camadas de seu próximo álbum em “dos dias nublados que me perdi pensando na vida”, single que marca um momento mais introspectivo dentro da nova fase da banda. A faixa dá continuidade ao ciclo iniciado com o single duplo, “capim limão / conosquinho”, lançado em novembro de 2025 e antecipa o disco de estreia, previsto para março de 2026 pelo selo Downstage.
Tom Ribeira – Juba
Em “Juba”, a leoa não vence pela força, mas pelo encanto, pelo desejo e pela inteligência afetiva. Desde os primeiros versos — “Sua imagem me paralisou / Nem se eu quisesse escapar, daria” — ela se instala em um território em que o amor surge como força arrebatadora, capaz de suspender o tempo e a razão. Tom Ribeira constrói uma metáfora poderosa: a do leão que perde a própria juba para a leoa.
MC LUANNA – ESCONDE SUA NAMORADA
Em novo single “Esconde Sua Namorada”, MC LUANNA traz uma mensagem de empoderamento e liberdade sexual. Com uma sonoridade boombap e uma produção que mistura o clássico e o contemporâneo, a música fala sobre autoestima, desejo e a luta contra estigmas, especialmente sobre a bissexualidade.
Katy da Voz e as Abusadas -A VISITA – SANDRA ELETRÔNICA
Se Madonna tem a Veronica Eletronica, Katy da Voz e as Abusadas – mais uma vez atormentadas – tem Sandra Eletrônica, a versão remix do álbum A VISITA, um dos lançamentos mais autênticos de 2025. É funk, punk e eletrônico, tudo junto. Para maiores de 18. Ouça na sua plataforma favorita.

Surfbort – Jessica’s Changed
Uma das bandas punk mais divertidas e originais da atualidade, a Surfbort anunciou álbum novo pra março, e deu o start com “Jessica’s Changed”, uma baladinha grunge desleixada sobre o fim de uma amizade.
The Femcels – I have to get hotter
Indicação do POP Fantasma, o duo inglês Femcels é o equilíbrio perfeito entre nostalgia e modernidade. Se 2026 é mesmo o novo 2016, elas estão no caminho certo. As faixas são carregadas de sintetizadores e uma produção bem simples que dialoga com o público millennial, que viveu a era da internet sem IA e tantos ads, mas também com quem está passando pelos dilemas da juventude agora. Ouça no Bandcamp.




