
Isabella Flint (Créditos: Dani Souza)
O rock brasileiro segue mostrando força, diversidade e maturidade criativa em diferentes cenas do país.
E do emo ao hardcore, passando por sonoridades mais cruas ou experimentais, esta lista reúne 10 bandas e artistas de rock brasileiro para quem quer fechar o ano descobrindo sons, histórias e identidades que merecem ser ouvidas com atenção, de bandas novas a nomes já consagrados no underground.
10 bandas e artistas de rock brasileiro para ouvir e conhecer antes de 2025 acabar
(Para seguir os artistas nas redes sociais, clique no nome de cada um)
1. Isabella Flint
Em meio ao fortalecimento do rock feminino brasileiro, Isabella Flint se destaca com o EP “DORES”, um trabalho que transforma vivências profundas em força, coragem e enfrentamento emocional. Influenciada por nomes como Pitty, Avril Lavigne e Evanescence, a artista constrói canções intensas, guiadas por letras honestas e uma entrega vocal marcante.
O projeto se encerra com a faixa inédita “Culpa”, descrita pela própria artista como a composição mais forte do EP, ao abordar pensamentos autodestrutivos e o peso silencioso da culpa. “DORES” funciona como um convite à ressignificação das feridas e reforça a música como espaço de acolhimento, especialmente para mulheres que buscam se reconhecer e cantar suas próprias histórias.
2. Viúva Fantasma

A Viúva Fantasma inaugurou uma nova fase com o EP Assunto pra Depois, lançado em outubro de 2025 e que revela um amadurecimento sem abrir mão da energia crua e da vulnerabilidade que sempre marcaram a banda. O trabalho nasceu de um processo colaborativo e reflete tanto as particularidades individuais quanto os perrengues coletivos da vida adulta jovem.
Faixas como “BDZ”, “Monstros S.A.” e “Noite” transitam entre leveza, ousadia vocal e introspecção, enquanto “Tentar não Errar” mergulha em um território mais denso e emocional.
3. Lado Blue

Estilhaços, lançado em setembro de 2025, é o disco de estreia da Lado Blue, que juntou no disco nove faixas que exploram vivências afetivas, dores geracionais, saúde mental e as pressões da vida contemporânea. Tudo em uma sonoridade crua que atravessa o blues, o grunge e o indie.
De acordo com a banda, o álbum nasce de fragmentos emocionais e experiências pessoais, especialmente da vocalista Michelle Marques.
Gravado no Estúdio Casa, em Montes Claros (MG), o trabalho traz influências de artistas como Pitty, Supercombo, Nirvana e Arctic Monkeys, além da participação do gaitista Renê Veloso.
4. Who To Follow

Em 2025, a banda carioca Who To Follow aprofundou o diálogo entre música e imagem ao lançar seus singles acompanhados por animações assinadas pelo artista Jean Machado. Todas as faixas lançadas evidenciam diferentes lados do trio, indo de riffs hipnóticos a momentos de explosão sonora.
Formada por Marcelo, Bea e Artur, a banda circula pelo underground carioca com uma mistura livre de influências e letras irônicas que transformam reclamações cotidianas em identidade musical. Sem se prender a rótulos, a Who To Follow constrói um som próprio, melódico e energético, que se fortalece a cada novo lançamento, mas que agrada ainda mais os fãs de grunge e garage rock.
5. Antes do Erro

De Belém do Pará, formada em 2014, a Antes do Erro lançou em 2025 o EP Intervalo, marcando a volta da banda aos palcos após um hiato de um ano e meio. Produzido por Andro Baudelaire, o trabalho reúne três faixas inéditas que reafirmam a energia e o espírito coletivo que sempre moveram a banda com uma trajetória sólida dentro do hardcore nacional.
Se você gosta de hardcore reto e direto, dar play em Intervalo é uma obrigação!
6. Zagüaraz

O duo Zagüaraz transforma inquietação, desgaste emocional e frustração em potência sonora, tudo isso fica ainda mais explícito no EP Talentos Inúteis, lançado em outubro de 2025.
Gravado no Estúdio Costella com produção de Alexandre Capilé, o trabalho reúne seis faixas cantadas em português que funcionam como um desabafo coletivo diante do caos cotidiano, com camadas densas de distorção e melodias sombrias.
O som dialoga com referências como Nine Inch Nails, Death From Above 1979 e Royal Blood, filtradas por uma identidade brasileira própria. Mesmo sendo uma estreia, o EP carrega maturidade e vivência, consolidando a Zagüaraz como um projeto que transforma desgaste em resistência artística.
7. Brita

Iniciado em 2019, a Brita, quarteto formado por Bárbara Guanais, Daniel Duarte, Hugo Noguchi e Victor Cardoso, explora fronteiras entre diferentes referências musicais, que vão desde o indie lo-fi, math rock ao experimentalismo e ritmos brasileiros, permitindo um processo criativo de fl uxo livre.
Com um EP e um álbum lançados de forma independente, a banda lançou alguns sons em 2024, trabalhou na divulgação deles em 2025 e promete um disco novo para março de 2026.
8. Maré morta

A Maré Morta é um quarteto que transita entre o hardcore, o post-hardcore e influências da música brasileira sem se prender a rótulos. Conhecida por transformar vivências pessoais em canções intensas e confessionais, a banda sempre teve como marca “colocar o dedo na ferida”, explorando conflitos internos com peso, poesia e honestidade emocional.
Lançado hoje, 19.12, Chronus marca uma nova fase criativa do grupo, com sonoridades mais densas, arranjos elaborados e uma entrega ainda mais direta.
Estruturado em três atos – passado, presente e futuro -, o álbum revisita experiências da adolescência e do início da vida adulta com maturidade, equilibrando agressividade e sensibilidade em um disco que reafirma o crescimento da Maré Morta sem perder sua identidade crua.
9. LAVOLTA

Formada em 2013 em São Bernardo do Campo (SP), a LaVolta é um dos nomes mais consistentes do rock alternativo brasileiro, reconhecida pela força das letras e por uma sonoridade que mistura intensidade emocional e experimentação.
Com três álbuns lançados e presença constante em palcos importantes de São Paulo, a banda construiu uma trajetória pautada pelo cuidado lírico, questionamentos existenciais e uma identidade sonora própria.
Lançado em fevereiro de 2025, No estado atual das coisas tristes é o terceiro álbum da LaVolta e marcou um momento de amadurecimento artístico, com produção comandada pela própria banda.
Gravado ao longo de três anos, o disco transita entre emo, dream pop e nuances psicodélicas, funcionando como um retrato sensível de temas como depressão, esgotamento e os efeitos da pandemia, sem perder o compromisso com profundidade emocional e consistência estética.
10. Sound Bullet

Formada no Rio de Janeiro em 2009, a Sound Bullet é conhecida por sua sonoridade vibrante que transita entre o indie rock, o post-punk revival e a experimentação. Ao longo da carreira, a banda construiu uma identidade marcada pela inquietação criativa, performances intensas e pela busca constante por novas formas de expressão.
No mais recente EP Entreatos, lançado em outubro deste ano, a Sound Bullet celebrou 10 anos de trajetória ao revisitar faixas marcantes de seu repertório em parceria com a Nova Orquestra.
O projeto une passado e reinvenção ao mesclar a energia do rock com arranjos de música de câmara contemporânea, além de contar com participações de Fê Smania e Bola, resultando em um trabalho que simboliza um ponto de encontro entre memória, maturidade e movimento contínuo.
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