
Destroy boys (Divulgação)
Quando se pensa em punk rock internacional, você provavelmente irá se lembrar de alguns nomes clássicos como Ramones, Bad Religion ou Green Day. Porém, o punk rock que surgiu em meados dos anos 70 continua vivo e se atualizando, e talvez você conheça algumas bandas que vêm fazendo muito barulho recentemente, como Turnstile, por exemplo. Mas queremos falar de outro nome que vem se destacando muito lá fora, e que fará seu primeiro show no Brasil muito em breve, a Destroy Boys.
Quem é Destroy Boys?
Destroy Boys é o tipo de banda de rock moderna, que mistura vários estilos, influências e é difícil de classificar em algum subgênero específico. Mas podemos afirmar que o som delas tem uma influência muito forte de punk, garage rock, indie e sonoridades que lembram filmes de terror.
A banda nasceu em 2015 em Sacramento, na Califórnia (Estados Unidos), quando Alexia Rodits (vocal e guitarra) e Violet Mayugba (guitarra e backing vocals) tinham apenas 15 anos.
De lá pra cá, a banda já lançou 4 álbuns, e pelo que já contaram em entrevistas, cada álbum marca uma fase importante de suas vidas. O álbum mais recente é o Funeral Soundtrack #4, dando a ideia de que cada álbum marca o fim de alguma coisa.
“O primeiro foi nosso álbum do ensino médio. No segundo disco, fomos para a faculdade e estávamos nos despedindo da nossa infância. No terceiro álbum, tínhamos acabado de passar pela COVID e, falando por mim, perdi toda a minha identidade e ganhei uma nova.”, explica Mayugba.
“Com Funeral Soundtrack #4, cansei de ser pisoteada. Cansei de ser explorada por pessoas da indústria musical e por pessoas com quem namoro. Cansei de fazer o que os outros me mandam fazer”, diz Roditis.“Funeral Soundtrack #4 é o nosso melhor disco até agora, sem dúvida, mas ainda é autêntico”, diz Mayugba.
Nas letras, a banda fala sobre diversos temas, como sentimentos e relacionamentos, mas também de assuntos que ainda são dramas bem presentes na vida das mulheres, como na música “You Hear Yes”.
E esses temas, inclusive, têm total conexão com o festival em que a banda será headliner aqui no Brasil: o Não tem banda com mina, idealizado por outra banda do line-up, a The Mönic, e que, dessa vez, tem produção da NDP.
The Mönic
Desde o álbum Deus Picio, a The Mönic vem se consolidando como uma das maiores bandas da cena underground, marcando presença até em festivais gigantes, como o Knotfest e o Rock in Rio.
Formada atualmente por Dani Buarque, Alê Labelle, Joan Bedin e Dani Simões, a banda lançou o último disco em 2023, mas segue fazendo show no Brasil inteiro, lançando singles e coordenando seu próprio festival, que tem como foco dar visibilidade às bandas formadas por mulheres ou lideradas por mulheres. Realmente, as minas podem e fazem tudo.
Quem completa o Não Tem Banda Com Mina
Dirty Grills
De Florianópolis, Dirty Grills é um duo formado por Jéssica Gonçalves (voz e guitarra) e Mariel Maciel (bateria), que despeja letras sarcásticas e irônicas em riffs sujos e distorção, misturando influências de grunge, garage, punk e stoner, para as fãs de Hole e outros nomes da década de 90.
Ratas Rabiosas
Mostrando a que veio desde o nome, a Ratas Rabiosas é uma banda de hardcore/punk que emerge como voz raivosa e ativa contra opressões estruturais com letras diretas e contundentes.
Deb and the Mentals
Nome gigante da cena, a Deb and The Mentals mistura grunge e do punk com o vocal marcante de Debora Babilônia. Desde sua formação, a banda tem passado por várias transformações: mudou o idioma de suas composições, de inglês para português, e viu diferentes integrantes chegarem e saírem, o que trouxe uma renovação musical e um amadurecimento presente no EP mais recente, “Old News”, que poderá ser visto ao vivo no Não tem Banda com Mina.
Serviço – Não tem Banda com Mina
- Data: 13 de dezembro de 2025 (sábado)
- Horário: 15h (abertura da casa)
- Local: Fabrique Club (rua Barra Funda, 1071 – Barra Funda, São Paulo/SP).
- Venda online: https://fastix.com.br/events/destroy-boys-eua-em-sao-paulo

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Texto por Felipe Souza e Letícia Pataquine



