
Sonikku (Créditos: @xander.film)
Há um mês, o DJ e produtor britânico Sonikku desembarcava no Brasil para sua estreia nas pistas daqui em dois shows: o ZIG Festival, em São Paulo, e o sideshow do festival no Rio de Janeiro.
Um pouco antes de apresentar seu som ao vivo para os fãs brasileiros, Sonikku conversou com o Musicult sobre sua carreira, suas influências e, claro, sua paixão por videogames. Confira:
Musicult entrevista: Sonikku
Quando você começou sua carreira musical? Sei que você sempre foi apaixonado por videogames e que eles te influenciaram, mas quando você realmente decidiu começar a produzir música e trabalhar com isso profissionalmente?
Sonikku: Comecei a lançar discos de 12” quando tinha por volta de 20 anos, por um selo chamado Lobster Theremin. Eu era muito influenciado por Sonic e pelo universo do Sega, e tudo era muito autodidata, eu meio que aprendia conforme fazia. Eu considero que comecei a fazer as coisas de forma realmente profissional quando lancei Sweat.
Ainda sobre videogames: em 2022, você deu uma entrevista para a Metal Magazine e mencionou que uma de suas músicas seria incluída em um jogo de corrida. A faixa foi feita exclusivamente para o jogo? Se sim, como foi o processo criativo? O jogo já foi lançado?
Minha música “Lifestyle” foi incluída no jogo Formula 1 2022. Eu ainda adoraria criar músicas para jogos, filmes e comerciais, e isso é algo que venho desenvolvendo nos bastidores.
E se você pudesse escolher qualquer jogo do mundo para criar sua trilha sonora, ou para incluir uma de suas músicas nele, qual seria o seu jogo dos sonhos para colaborar? E qual trilha sonora de videogame é a sua favorita?
Obviamente, eu adoraria fazer música para um jogo do Sonic. Qualquer jogo de corrida ou algo com muita energia seria perfeito.
Com quais artistas você gostaria de colaborar no futuro?
No momento, eu adoraria trabalhar com artistas mais focados em rap. Eu adoraria fazer música com JT e Rochelle Jordan.
Recentemente, você lançou um remix de “Music”, da Madonna. Gostaria de saber por que você escolheu essa música (ela é simplesmente uma das suas favoritas, ou existe uma história maior por trás?). Além disso, como foi o processo criativo ao fazer esse remix, e você tem planos de remixar outras músicas da Madonna no futuro?
Eu simplesmente amo essa música! Quando eu aterrissei na Cidade do México no início deste ano para um show, a primeira música que ouvi foi “Music”, da Madonna, tocando no rádio do taxista, e eu pude sentir que era um sinal de que as coisas iriam dar certo.
Quais artistas te influenciaram no começo, e quais são suas influências mais recentes?
Influências do início que ainda me influenciam hoje são: Simian Mobile Disco, Daft Punk, Autechre, Pet Shop Boys, Peaches, M.I.A. Recentemente, tenho me inspirado em muitos artistas eletrônicos mais experimentais, como Vladimir Dubuskin e Blawan.
E além da música eletrônica, o que mais te inspira criativamente?
A vida, filmes e videogames.
Agora, finalmente, falando sobre o show no Brasil: você foi um dos nomes mais celebrados do line-up do ZIG Festival. Quais são suas expectativas para essa estreia e para o público brasileiro?
Uma coisa louca, cheia de energia e divertida!
O que você está mais animado para conhecer no Brasil? Você conhece ou ouve alguma música brasileira?
Mal posso esperar para conhecer os fãs. Todo mundo aqui tem sido tão gentil e acolhedor. Também estou animado para encontrar alguns artistas com quem venho conversando remotamente há tempos, como o pessoal do Cyberkills.
Como alguém que estava no ZIG Festival, a editora deste site pode afirmar que o show de Sonikku foi muito bem recebido pela galera do front, que dançou todas as músicas do set de 2 horas que o DJ apresentou.
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