
Capa de West End Girl, disco da Lily Allen
Os melhores álbuns, EPs e singles de outubro de 2025 estão aqui! Aqueles lançamentos que ganharam o coração da editora deste humilde site neste mês, você encontra aqui nessa lista de favoritos que é provavelmente a lista mais eclética que você vai ver hoje!
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Melhores lançamentos musicais de outubro
Álbuns e EPs de outubro de 2025
Lily Allen – West End Girl
Um disco bom e com uma grande fofoca. Era isso que precisávamos e não sabíamos, ainda mais vindo de Lily Allen, que não poupa palavras quando vai falar de seus desafetos. Sem lançar nada desde 2018, Lily se dedicou a criar os filhos e viver o casamento com David Harbor, que acabou mal, como as músicas de West End Girl contam. Gravado em 14 dias, o disco reúne faixas que vão do dubao pop, passando pelo hip hop e a eletrônica, daquele jeitinho que Lily sempre soube fazer e com letras diretas nas quais ela revisita a solidão, a descoberta da traição, a culpa e seu recomeço. Destaques: Tennis, Madeline, nonmonogamumy.
Urias – CARRANCA

Lançado no início de outubro, CARRANCA marca uma virada na carreira de Urias. Aqui, a artista se aprofunda em debates sobre identidade, liberdade e resistência. Inspirado na figura da carranca, o disco se organiza como uma travessia guiada por três interlúdios narrados por Marcinha do Corintho, que conduzem o ouvinte da ilusão de liberdade à vingança e, por fim, ao retorno à origem. Com 14 faixas e participações de Criolo, Giovani Cidreira, Major RD e Don L, o projeto tem produção de Maffalda, Gorky e Nave, reafirmando Urias como uma artista em plena expansão criativa e simbólica. Destaques: Quando a fonte secar, Paciência e Voz do Brasil.
Tame Impala – Deadbeat

Assim como os discos de Justin Bieber, que entraram em listas passadas, Deadbeat também não foi bem recebido pela maioria dos críticos, mas, por aqui, ele ganhou um lugarzinho nos favoritos. Isso porque é sempre bom ver um artista fazer algo diferente. E, apesar dos críticos afirmarem que Tame Impala fugiu completamente da psicodelia de seus discos anteriores, não achei inesperado um disco de eletrônica vindo de Kevin Parker, que se inspirou na cultura bush doof australiana e em raves dos anos 1990, em um de seus discos mais espontâneos. Destaques: My old ways, Dracula e Loser.
Demi Lovato – It’s not that deep

Nono álbum de estúdio de Demi Lovato, It’s not that deep é um projeto dance-pop de 11 faixas produzido por Zhone que marca um momento de leveza, celebração e liberdade na carreira da artista, bem diferente da fase rock’n roll dos discos anteriores. Antecipado pelos singles “Fast”, “Here All Night” e “Kiss”, o disco resgata a energia dançante de hits anteriores e aborda a ideia de soltar as inibições e aproveitar o momento. Demi descreve o álbum como sua experiência mais divertida em estúdio, refletindo uma fase de alegria e espontaneidade. Destaques: Fast, Frequency e In My head.
‘akhi huna – pedras vivas, Vol. 1

Sentiu falta de psicodelia no disco do Tame Impala? Então pode ouvir pedras vivas, Vol. 1 do duo ‘akhi huna, formado pelos irmãos Dila e Mansur JP. O disco mescla ancestralidade e modernidade em uma sonoridade que transita entre MPB, soul, reggae, dub, pop psicodélico e R&B. Inspirado na escola comunitária onde estudaram, o disco é concebido como um ritual de passagem e ambientado em um dia de batismo nas águas, simbolizando ciclos, fé e sincretismo cultural. Homenageando suas avós e suas raízes libanesa-brasileiras, o projeto dialoga com referências da música brasileira dos anos 70, do gospel e do hip hop dos 90, reforçando o vínculo entre família, espiritualidade e identidade. Destaques: na pedra, kylian e naga champion.
Yellowcard – Better Days

Yellowcard retorna após quase dez anos com Better Days, em uma fase marcada por renovação e força criativa. Produzido por Travis Barker — que também assume a bateria em todas as faixas — o álbum ainda tem participações de Avril Lavigne (“You Broke Me Too”) e Matt Skiba (“Love Letters Lost”), e revisita temas de gratidão, cura e recomeço, soando como um resgate da energia que consagrou os veteranos do alt-rock, mas com a maturidade de quem viveu, caiu e voltou mais forte. Destaques: Better Days, Take What You Want e Love Letters.
Teago Oliveira – Canções do Velho Mundo

Teago Oliveira lançou seu segundo álbum solo, pelo selo Meia Noite FM, dando sequência ao caminho autoral iniciado em Boa Sorte (2019). Conhecido como vocalista da Maglore e compositor gravado por nomes como Gal Costa e Erasmo Carlos, Teago apresenta um disco independente que mistura MPB, folk, indie e soft rock setentista, com arranjos analógicos e cuidado artesanal. As músicas evocam um “velho mundo” afetivo, anterior ao ritmo acelerado digital, equilibrando melancolia e esperança. O álbum traz colaborações como Eric Slick (na faixa em inglês “Spaceships”) e Silvia Machete (“Vida de Casal”). Destaques: Minha Juventude Acabou, Eu Nasci Pra Você e Não se Demore.
Mayday Parade – Sad

Sad, novo álbum do Mayday Parade e segunda parte da trilogia de 20 anos da banda, mostra um grupo que não vive de nostalgia, mas a transforma em emoção viva e cortante. Com faixas que vão do emo clássico ao folk, o disco alterna catarse e delicadeza. Entre refrãos grandiosos, arranjos cuidadosos e letras que atingem em cheio, Sad é um álbum para ouvir de fones, sozinho, à noite, assim como você fazia quando era adolescente.Destaques: It’s not all bad, Under my sweater e I miss the 90s.
ana paia – Continuar

Um disco pra ouvir no fone de ouvido quando você precisa de um abraço. É assim que a gente pode definir Continuar, de ana paia, cantora de Sorocaba que eu acompanho há um tempo e fico feliz que ela esteja tendo cada vez mais visibilidade na cena emocore fora do interior de São Paulo. ana faz letras simples, não busca ser rebuscada para falar de sentimentos difíceis e sua voz suave é um ótimo complemento e, ao mesmo tempo, um contraste interessante com o som alto de sua guitarra, que se destaca na maior parte das faixas, com exceção de algumas mais leves, como “Sosseguei” e “Crescer”. O disco ainda tem participações de Vitor Brauer e Gabri Elliott. Destaques: Falha, Desculpa e Essa noite bateu.
Sophia Chablau e Felipe Vaqueiro – Handycam

Resultado da parceria de Shophia Chablau e Felipe Vaqueiro, Handycam explora uma estética que combina teclados, órgãos e violões sem abandonar a força da guitarra elétrica, registrando emoções e vivências com a mesma crueza de uma câmera digital de mão, referência direta ao título. As canções funcionam como registros íntimos e subjetivos, ora politizados, ora afetivos, abordando temas como fragilidade da vida, tensão social, amor e resistência, criando uma narrativa que oscila entre densidade e delicadeza. Destaques: Lungs full of air, Cinema total e Viciado em carinho.
asterisma – honra entre os novos ladrões

Consolidando sua identidade dentro da nova cena do indie rock brasileiro, a asterisma explora as contradições da vida urbana e os dilemas de uma juventude que carrega, ao mesmo tempo, desejo, culpa e consciência de privilégio em seu novo disco. Com doze faixas gravadas em processos híbridos entre casas e estúdios, honra entre os novos ladrões combina referências que vão do hardcore contemporâneo ao emo dos anos 2000 e ao indie moderno, enquanto alterna vozes feminina e masculina como marca estética do grupo. Destaques: novos trovões, novos ladrões; segue em anexo e procedural (automático).
Sigrid – There’s always more that I could say

Em seu 3º disco, Sigrid se mostra mais madura e confiante, explorando desilusões amorosas em faixas que marcam um avanço em sua expressividade. Com referências a ABBA, synthpop dos anos 80 e uma abordagem menos presa à vibe otimista do passado, é um disco de bons hinos pop para sofrer ou se jogar na pista de dança ou em um karaokê. Destaques: I’ll always be your girl, Do it again e Hush Baby, Hurry Slowly.
Katy da Voz e as Abusadas -A VISITA

Se o funk é o novo punk, essa frase ganha forma no disco A VISITA, de Katy da Voz e as Abusadas, que se inspira no filme homônimo de M. Night Shyamalan e traz uma estética de horror, com mais referências a outros filmes, além de homenagear Claudia Wonder, ícone da noite paulistana dos anos 80, cuja atitude irônica e provocadora é retomada nas composições do trio. Produzido por CyberKills, Carlos do Complexo e Fuso!, A VISITA une punk, funk e música eletrônica, com participações de Linn da Quebrada e MC Taya. Destaques: NAVALHA, mini set DAS VISITANTES e NA FORÇA DO ÓDIO.
Singles
Rosalía ft. Björk e Yves Tumor – Berghain
Admita, você está muito ansioso por LUX, próximo álbum da Rosalía, que sai amanhã, dia 7, depois da grandiosa “Berghain”, uma peça orquestral expansiva cantada em alemão, espanhol e inglês, conduzindo o ouvinte de uma introspecção suave a uma intensidade cinematográfica.
Julie Neff – fine!?
Julie Neff anunciou seu primeiro álbum, fine., para 2026, e lançou o single fine!?, que brinca com os diferentes sentidos da palavra, para expressar dúvida, aceitação e vulnerabilidade, temas abordados na música cuja sonoridade é um pop rock com ares noventistas, produzido por Cris Botarelli.
Hayley Williams – Good Ol’Days
Faixa da versão deluxe de Ego Death At A Bachelorette Party, Hayley vem em uma pegada R&B em mais uma faixa confessional sobre seu último relacionamento.
Martin – Pela manhã
Antecipando seu álbum de estreia, Martin lançou mais um single prévio, dessa vez uma canção de amor leve, alegre e feita para dançar. Inspirada em referências como Tim Maia, Marcos Valle, Curtis Mayfield e Lulu Santos, a faixa mistura pop e disco dos anos 70/80 com uma estética contemporânea. Com arranjo construído em camadas, incluindo guitarra funk, baixo marcado, bateria pop, teclados e sopros, a música reflete o desejo do artista de criar um pop dançante e afetivo.
Foo Fighters – Asking for a friend
Com novo baterista, Ilan Rubin, o Foo Fighters iniciou oficialmente sua nova fase com um novo single neste mês, que veio acompanhado de uma carta de agradecimento de Dave Ghrol aos fãs, dizendo que essa faixa é para “os que esperaram pacientemente no frio”.
Soul Caos – Intoxicados
A banda paulista de hardcore melódico Soul Caos inaugura uma nova fase com o single “Intoxicados”, que marca uma sonoridade mais pesada e madura, com letras em português e forte viés político, evocando referências como Dead Fish e Propagandhi. A nova formação, agora com o baterista Jean Novaes ao lado de Ricardo “Ted” (voz), Bruno e Marcelo Marafante (guitarras) e Saulo Moraes (baixo), reforça a vontade do grupo de expandir horizontes na cena underground.
Story of the Year – Gasoline (All Rage Still Only Numb)
Em uma das faixas mais pesadas da carreira do Story of the Year, “Gasoline (All Rage Still Only Numb)” é um manifesto sobre explosão emocional e destruição sem arrependimentos, embalado por guitarras distorcidas, breakdowns intensos e vocais gritados e viscerais.
Todas essas faixas e os destaques dos álbuns citados estão na nossa playlist de Favoritos de 2025 no Spotify.
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