
Capa de esse delírio vol. 1, da Duda Beat
Os 20 melhores álbuns, EPs e singles de agosto de 2025 estão aqui! Aqueles lançamentos que ganharam o coração da editora deste humilde site neste mês, você encontra aqui nessa lista de favoritos que é provavelmente a lista mais eclética que você vai ver hoje!
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Melhores lançamentos musicais de agosto
Álbuns e EPs de agosto de 2025
DUDA BEAT – esse delírio vol. 1
O novo EP de Duda Beat, Esse Delírio, é uma travessia entre sonho e realidade, onde sete faixas funcionam como estágios de um transe emocional que mistura dor, desejo e catarse em forma de pop urbano e sensível. Produzido pelo duo Lux & Tróia, o trabalho explora texturas contemporâneas e dá corpo a sensações que a artista vive em seus sonhos — tão reais que parecem memórias. Com parcerias de nomes como AJULIACOSTA, TZ da Coronel e Boogarins, as músicas alternam entre beats quentes, flertes inacabados, sofrências dançantes e momentos de recolhimento, sempre transformando o caos afetivo em arte. Mais do que um projeto entre álbuns, Esse Delírio é um documento íntimo que celebra a intensidade de sentir, mesmo quando não há explicação. Destaques: “Nossa chance”, “Pessoa errada” e “Foimal”.
Good Charlotte – Motel Du Cap

Primeiro álbum em sete anos, Motel Du Cap marca um novo capítulo na carreira do Good Charlotte e parece ser um retorno às raízes, sendo um de seus álbuns mais pessoais. Falamos mais sobre o álbum nesse ranking que fizemos antes da I Wanna Be Tour 2025. Destaques: “Rejects”, “Stepper” e “I don’t work here anymore”.
The Hives – The Hives Forever Forever The Hives

Se existe uma banda que encontrou a fórmula perfeita pra se manter querida e relevante, essa banda é o The Hives. Nenhum álbum deles traz uma grande novidade e as músicas são sempre bem parecidas, mas é sempre MUITO BOM e divertido. Impossível ouvir o novo disco e não gritar THE HIVES FOREVER no refrão da faixa que dá título ao disco. É o que dizem, em time que está ganhando, não se mexe e o The Hives não mexe naquilo que sabem fazer de melhor. Destaques: “Legalize living”, “Hooray Hooray Hooray” e “The hives forever forever the hives”.
Stray Kids – KARMA

Apesar dos números gigantescos, o k-pop segue sofrendo muito preconceito das grandes massas que ainda veem o gênero como algo enlatado e/ou de baixa qualidade, então, enquanto eu sentir isso, enfiarei k-pop de forma discreta (ou não) nas minhas listas de favoritos. Stray Kids acertando de novo? Sim! Tem até um emocore no meio do disco. Destaques: “Ceremony”, “In My Head” e “Creed”.
Reneé Rapp – Bite Me

Falando em pop, outro nome que eu considero bem subestimado é a Reneé Rapp. Antes do álbum sair, vi algumas pessoas nas redes comentando que faltava algo nela, mas eu não senti falta de nada em “Bite Me”, um ótimo disco pop que consegue ser cru e vulnerável ao mesmo tempo em que é divertido e “pra dançar”. Destaques: “Leave me alone”, “Kiss it Kiss it” e “Shy’.
Hayley Williams – Ego Death at a Bachelorette Party

Depois de surpreender todo mundo com uma coletânea de 17 faixas inéditas e lançadas, primeiro, fora das plataformas de streaming, como faixas mp3 disponibilizadas em seu site e acessadas por um código que só os fãs que compraram suas tintas de cabelo receberam, Hayley Williams uniu as faixas em um álbum completo que ainda veio com uma faixa extra – que segundo fãs é a mais pessoal de sua carreira e que confirma que o Paramore acabou, como um reflexo do fim nada simples da relação da artista com um dos integrantes da banda. Pessoalmente, gostei mais deste álbum do que qualquer coisa que o Paramore tenha lançado nos últimos anos. Destaques: Mirtazapine, Parachute e Discovery Channel.
Tereu – Música pra enxergar de novo

O disco mais lindo que ouvi em agosto! Estreia solo de Tereu, projeto de Matheus Andrighi, compositor, pesquisador e multi-instrumentista catarinense radicado em São Paulo, o disco traz 8 faixas lançadas pelo selo independente TRUQ Música do Brasil. Gravado de forma livre em seu apartamento no Cambuci, o álbum tem produção descrita pelo artista como “bruta e ingênua”, refletindo experiências pessoais, memórias e transformações geracionais. Costurado por um tom confessional, o disco transita entre samba rock, baião, folk-pop, música latina e elementos do rock, evocando influências de Belchior, Jorge Ben, Beatles e Joni Mitchell, além do realismo fantástico de Guimarães Rosa e García Márquez, se apresentando como um retrato sensível da geração millennial em trânsito, entre lembranças, deslocamentos e afetos. Destaques: “Feito besta”, “Nós” e “Mar da tranquilidade”
Cícero – Uma onda em pedaços

Primeiro disco de inéditas em cinco anos, Cícero juntou 10 faixas que transitam entre português, inglês e até linguagens inventadas, refletindo sobre finais, recomeços e fragmentos do próprio percurso. O álbum traz participações de Duda Beat, Tori e Vovô Bebê e mistura estéticas diversas, indo do forró ao rap, da canção clássica ao experimental, mas mantendo a marca do músico carioca de absorver múltiplas influências culturais. O trabalho cria ilhas de sentimentos conectadas pela sensibilidade de Cícero, que alia poesia, referências literárias e cinematográficas e uma abordagem introspectiva. Destaques: “Pássaro Nave”, “Ausência” e “Ela disse”.
Gaby Amarantos – Rock Doido

Encerrando agosto, Gaby Amarantos lançou o explosivo Rock doido, um álbum audiovisual (assista ao filme aqui), com 22 faixas condensadas em 37 minutos que funciona como o set de um DJ em uma aparelhagem de tecnobrega, e cujo filme foi gravado na periferia de Belém. Mais do que um disco, é uma celebração das festas do Pará, abraçando a energia coletiva. Com participações de Lauana Prado, Viviane Batidão, Gang do Eletro e MC Dourado, e uma versão de “Somebody that I used to know”, o trabalho mistura tecnobrega, latinidade e experimentações sonoras levando você pra dentro de um rock doido do Pará independente de onde você estiver – e isso é uma tarefa que poucos artistas pop conseguem. Destaques: “Essa noite eu vou pro rock”, “Arrume-se comigo” e “BBBBBB”.
Pelados – CONTATO

Não espere um álbum de rock tradicional: é uma brincadeira audaciosa com gêneros, estilos e sons. Cansados de falar apenas sobre corações partidos e amores perdidos, eles exploram pop grudento, krautrock, ambient, barulhos eletrônicos e experimentações sonoras, misturando guitarras, samples e arranjos inesperados. Testando sons como se estivessem em uma missão espacial, enquanto abordam temas importantes, como amor, relações familiares, cotidiano, pressões do trabalho e até questões políticas e cósmicas, o disco é, acima de tudo, um compêndio do século XXI: cinco amigos experimentando juntos, criando algo que não poderiam fazer sozinhos, um disco confessional, experimental e universal. Destaques: “os pelados sabem demais”, “planeta oxxo” e “não sei fazer refrão”.
Continue – Imenso nada

Álbum de estreia da Continue, é resultado de um período de mudanças e amadurecimento artístico, que mistura timbres da cultura brasileira com a força do rock, explorando poesias sobre vivências, afetos e inquietações. O disco convida o ouvinte a mergulhar no [in]consciente humano e refletir sobre a efemeridade do tempo e suas infinitas possibilidades. Destaques: “Imenso nada”, “Céu do planetário” e “Mercúrio Retrógado”.
The Beths – Straigh Line Was a Lie

O indie dos anos 2000 está vivíssimo e mais criativo e diferente do que nunca com bandas “novas” (eles são de 2018) como o The Beths. Com vocal feminino, a ótima Elizabeth Stokes, o quarteto neozelandês lançou Straight Line Was A Lie, fruto de um processo de composição mais livre e terapêutico, em que Stokes rompeu com métodos anteriores, enfrentou desafios pessoais e explorou novas profundidades de vulnerabilidade e percepção em suas letras. O disco é melancólico e divertido na medida certa. Destaques: “Straight line was a lie”, “No Joy” e “Metal”.
Sabrina Carpenter – Man’s Best Friend

Headliner do Lollapalooza Brasil 2026, Sabrina Carpenter lançou “Man’s Best Friend” depois de causar por quase um mês com discussões sobre a capa do álbum. Alguns acharam de mau gosto, outros acharam que ela se sexualiza demais, outros acharam que é tudo parte da ironia que ela usa em suas letras, como em “Manchild”, single que antecedeu o disco. Se eu tivesse prestado mais atenção no single do que na capa, não teria esperado um disco tão ousado, afinal, não veio aí. É um disco bom, Sabrina é, sem dúvida, uma das melhores vozes do pop atual e juntou um bom time na produção (Jack Antonoff, Amy Allen e John Ryan), além de misturar melodias modernas e nostálgicas, mas a ousadia ficou mais na capa mesmo, nada muito diferente de seu disco anterior. Ainda assim, curti. Destaques: “Sugar talking” e “Never getting laid” e “House tour”.
Marrakesh – Marrakesh

Terceiro álbum de estúdio dos curitibanos da Marrakesh, o autointitulado marca uma fase mais direta, emocional e madura, mas ainda experimental. O trabalho, todo em português, aborda temas como apego, arrependimento e resiliência. Com uma identidade visual guiada pelo azul/ciano e pelo personagem Marrakito, o disco reúne singles já lançados e faixas inéditas, todos perfeitos para os fãs de rock triste. Destaques: “Alma”, “Brincos” e “Cão”.
Paira – EP02

Paira é uma das coisas mais legais da música nacional que conheci nos últimos tempos. Acho muito legal como um duo consegue unir tantas sonoridades, indo do rock alternativo ao drum n’ bass. “Ao Mar”, por exemplo, me lembrou até um emocore com o refrão pesado. Continuando o EP01, EP02 é mais um ótimo trabalho da dupla. Destaques: “Ao Mar”, “Sua Casa” e “Pra sonhar”.
Singles
The Cribs – Summer Seizures: Eu avisei que o indie dos anos 2000 estava vivo! O The Cribs anunciou álbum depois de mais de cinco anos, e já teve single novo, que funciona como um carimbo de tempo desse processo de hiato: uma reflexão da banda sobre amor, tragédia e sobrevivência, inspirada em verões vividos em Nova York.
Bullet Bane – Reta Ação: Falando em retornos, o Bullet Bane mudou novamente e começa uma nova fase com novo baterista e com novo vocalista. Ou seria, recomeça? Afinal, em “Reta Ação”, o Bullet parece muito mais próximo dos discos que construíram sua fanbase mais antiga do que de seus discos mais recentes. É hardcore rápido, gritado, direto e um pouquinho melódico.
Walfredo em busca da Simbiose – Rita Lee: Segundo single de seu próximo álbum Mágico Imagético Circular, “Rita Lee” é uma homenagem à rainha do rock brasileiro. A canção nasceu em 2021 e foi dedicada a Rita após seu diagnóstico de câncer, carregando também memórias pessoais de luto do compositor, Lou Alves, que também produziu o single, que traz um arranjo solar e dançante, que mistura ritmos latino-americanos ao rock alternativo, com guitarras suingadas, synths etéreos e uma atmosfera nostálgica que mantém a identidade do grupo.
asterisma – procedural (automático): Segunda amostra do álbum previsto para novembro, a faixa reflete sobre privilégios, inseguranças e automatismos sociais, abordando o desgaste de disputar espaço em uma estrutura que perpetua hierarquias. Com a alternância entre vozes masculina e feminina, e misturando influências do indie e do emo dos anos 2000 com debates atuais, a banda reforça sua identidade sonora e conecta a carga emocional desses gêneros às urgências contemporâneas.
Chappell Roan – The Subway: Com forte inspiração no dream-pop e no indie rock melancólico dos anos 80, o mais recente single de Chappell Roan (que também vem ao Lolla em 2026) evoca ecos de Cocteau Twins, The Sundays e The Cranberries, mas sem cair em simples reprodução: Roan transforma essas referências em pano de fundo para sua escrita confessional e teatral. O resultado é uma canção que captura a dor e o consolo de uma geração inteira, enquanto confirma o talento singular de Roan em transformar a nostalgia em frescor.
As melhores faixas dos discos dessa lista e os singles citados estão todos nessa playlist! Salve, ouça quando quiser!




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