
Capa de PRINCESS OF POWER, de MARINA
Os 20 melhores álbuns, EPs e singles de junho de 2025 estão aqui! Aqueles lançamentos que ganharam meu coração neste mês você encontra aqui nessa lista de favoritos.
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Melhores lançamentos musicais de junho
Álbuns e EPs de junho de 2025
– Álbuns
MARINA – PRINCESS OF POWER
Exagerada, irônica e, claro, poderosa! É assim que a persona de MARINA se apresenta em Princess of Power, seu esperado 6º álbum. O disco é um deleite para os fãs de pop, carregado de sintetizadores e letras que mesclam tons confessionais com histórias fantasiosas e refrãos grudentos. Destaques: CUNTISSIMO, CUPID’S GIRL e EVERYBODY KNOWS I’M SAD.
YUNGBLUD – Idols

Totalmente novo, YUNGBLUD abandonou sua vibe adolescente revoltado pop punk e mergulhou em influências de rock clássico e britpop. E ele acertou muito nessa. Não havia nada de errado com sua fase pop punk, muito pelo contrário, foi assim que ele se destacou na música, mas em Idols as maquiagens e visuais chamativos deram espaço a um artista mais maduro e mais consciente dos caminhos que quer seguir na música. Destaques: Lovesick Lullaby, The Greatest Parade e Monday Murder.
HAIM – I quit

Um dos discos mais aguardados entre os indies, I Quit é o novo álbum das irmãs HAIM, produzido por Danielle Haim em parceria com Rostam Batmanglij. O disco revela um lado mais emocional e experimental do trio, que brincou com diferentes texturas musicais ao longo das 15 faixas. Destaques: Relationships, Take me back e Million years.
Zé Ibarra – Afim
Segundo trabalho solo de Zé Ibarra, AFIM (Coala Records), reune oito faixas que misturam MPB, rock progressivo, jazz e pop. Explorando facetas mais instintivas e cinematográficas de sua musicalidade, o álbum traz parcerias com músicos como Jaques Morelenbaum e Copacabana Horns, além de versões de nomes como Sophia Chablau, Tom Veloso, Maria Beraldo e Ítalo França. O disco propõe novas leituras para o universo sonoro de Ibarra, transitando entre o intimismo e a ousadia de forma coesa e sensível. Destaques: Infinito em nós, Da menor importância e Morena.

Lorde – Virgin

Deixando claro na capa que ela quer se mostrar até os ossos, Lorde lançou seu álbum “Virgin” prometendo que seria seu álbum mais profundo, confessional e corajoso até agora. Aqui, ela aborda de forma direta temas como transtornos alimentares, sexo, maternidade e traumas e faz isso de forma que parece que somos amigas, nos encontramos e estamos desabafando sobre a vida. A sonoridade está diferente também, mais experimental. Destaques: What was that, Current Affairs e Broken Glass.
MONCHMONCH – MARTEMORTE

Com referências que vão de Tom Zé a Viagram Boys, Martemorte, novo disco do paulistano MONCHMONCH lançado pelos selos Saliva Diva e Seloki Records, mistura punk experimental com humor e crítica social em um conceito que imagina bilionários colonizando Marte enquanto assistem ao colapso da Terra. Gravado entre Brasil e Portugal, o álbum ganhou o apelido de “álbum-quadrinho”, pois chega acompanhado de uma HQ e conta também com edição em vinil com lado B exclusivo. Destaques: CITY BUNDA, PRÉDIOS e VALA LAVA
LABRADOR – Eu quero morrer num dia de sol

A LABRADOR, projeto fundado por Theo Ladany (Um Quarto, Clava, Ventilador de Teto), nasceu na pandemia como um espaço para canções que fugiam do som de suas bandas e, agora, com a adição de Luis Bernardo (bateria), Victor Damazio (baixo e produção) e Virgínia Ballesteros (violino) ao grupo, lança seu primeiro álbum com oito faixas que mesclam punk, folk, indie e até referências de João Gilberto a Sepultura, destacando o uso expressivo dos violinos. O resultado é um disco que serve como um abraço e nos faz perceber que foi mesmo gravado de forma caseira e íntima, e não porque a qualidade parece aquém de um grande estúdio, muito pelo contrário, é porque ao abordar temas como amizade, amor e morte de forma às vezes leve, às vezes exagerada, faz com que a gente se identifique com cada música e queira ouvir mais e mais da LABRADOR. Destaques: Velho Neil, Por você e Medo.
– EPs
Pedro Mizutani e Skinshape – Mostrando os dentes

Pedro Mizutani lança seu novo EP Mostrando os Dentes, segundo projeto em parceria com o produtor britânico Skinshape, que traz cinco faixas de “bossa pop” com toques lo-fi e minimalistas, abordando de forma melancólica e sincera temas como amadurecimento e sentimentos de um jovem artista no Rio de Janeiro. O EP marca uma fase mais profunda e madura do músico, refletida tanto nas letras quanto no título, que simboliza o desconforto silencioso por trás de sorrisos e emoções contidas. Com forte presença nas plataformas digitais e turnês internacionais, Mizutani se firma como uma das promessas da nova MPB. Destaques: Criaturas da Noite, Canal e Sozin.
a terra vai se tornar um planeta inabitável – ident II dades

O novo EP da “terra inabitável” (vamos chamar carinhosamente assim, já que o nome da banda é grande) faz jus ao nome: identidades. É nesse trabalho que a jovem banda, que lançou seus primeiros trabalhos em 2022, mostra sua identidade, que passeia entre o midwest emo e o shoegaze, mas entrega boas faixas grunges também. É um rock triste de boa qualidade, daqueles que quando você percebe, está repetindo um refrão melódico lembrando de alguma decepção da adolescência. Destaques: tempo/espaço, distante e santana 1994.
43duo – Sã Verdade

Assim que damos play em Sã Verdade, parece que estamos ouvindo um disco de alguma banda dos anos 70 – e isso não é, de forma alguma, uma crítica! Após um ano de estrada e experimentações, o 43duo, de Paranavaí (PR), lança o álbum que, com sete faixas, busca traduzir a energia dos shows e a inquietação artística da dupla. Gravado de forma orgânica, com baixo, bateria e loops de guitarra ao vivo, o disco reúne composições criadas entre 2023 e 2024 e aborda temas como colapso ambiental, consumismo e consciência coletiva, com influências de Manoel de Barros, Caetano Veloso e sonoridades que vão de Tame Impala a Pink Floyd. Destaques: Sã Verdade, Concreto e Lispector.
– Singles nacionais
Vivendo do Ócio e Paulo Miklos – Baila Comigo
Com participação especial de Paulo Miklos, Baila Comigo antecipao o quinto álbum da banda baiana e marca um momento de renovação criativa em quase duas décadas de carreira. Produzida por André T, a faixa mistura disco, funk e rock alternativo, sem perder a essência da VDO, com letras que falam de movimento, dúvidas e autoconhecimento. Nascida como uma carta íntima do baterista Gabriel Burgos, a música convida a dançar consigo mesmo, enquanto a participação de Miklos acrescenta uma conexão geracional.
Marrakesh – Troquei
Um dos dois singles da Marrakesh lançado em junho, “Troquei” fala sobre a insistência em retomar um vínculo mal resolvido. A letra traz a sensação de tropeçar no que ainda permanece, de estar preso a alguém que não desaparece da memória e nem da presença física e a melodia combina essa angústia da letra com um refrão gritado e guitarras intensas.
Anita Malfatti – Não sei fazer pré-save
A descoberta do mês, a banda Anita Malfatti é do Espírito Santo e lança seu primeiro single que brinca com os pedidos de pré-save que as bandas precisam fazer hoje em dia, mas só no título. A faixa em si é uma letra direta e profunda sobre autoconhecimento em uma melodia que oscila entre o emo e o shoegaze. De acordo com os próprios integrantes, a banda “soa como uma queda lenta num céu azul — bonita e inevitável”… e ouvindo o primeiro single, eles estão certos, tá?
Fantazmaz – You Owe Me a Fortune
Ok, a Fantazmaz é só 50% nacional, sendo metade brasileira e metade britânica… ou seria 60%, já que a banda agora faz parte da Repetente Records? Não sei, mas o que sei é que o single merece um destaque aqui: “You Owe Me A Fortune” é um punk rock feroz com críticas ao abuso de poder. Formada por Thamila Zenthöfer (vocais), Raf Oliver (guitarra), Chokis Costa (baixo) e Jamie Oliver (bateria), a banda mistura energia punk, riffs diretos e letras afiadas, ganhando destaque na cena londrina e preparando o álbum de estreia para 4 de julho. Com shows explosivos e a parceria com o selo brasileiro, a Fantazmaz se prepara para turnê pelo Brasil e para consolidar seu nome no punk internacional.
Já entre os singles internacionais, entram nessa lista:
- Laufey – Lover Girl: single novo de uma das headliners do Popload 2025, que tem influência de Bossa Nova
- Japanese Breakfast – My Baby (Got Nothing At All): faixa que integra a trilha sonora de Materialists (2025), novo filme de Celine Song, estrelado por Dakota Johnson, Chris Evans e Pedro Pascal.
- Mark Ronson ft. RAYE – Suzanne: Colaboração impulsionada por uma marca da qual os músicos são embaixadores, o resultado entre dois talentos não podia ser outro que não uma música deliciosa entre o pop e o jazz.
Além de singles que antecipam álbuns que vem por aí esse ano:
- The Hives – Paint a Picture
- Sabrina Carpenter – Manchild
- The Beths – No Joy
Ouça os destaques dos álbuns listados e os singles de junho de 2025 na nossa playlist:




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